Segundo ele, a medida deve aumentar a inflação e acontece em um momento muito ruim; Ministro Haddad promete contrapartida
O veto presidencial à desoneração da folha de pagamento em 17 setores da economia brasileira gerou forte reação negativa entre líderes empresariais. A medida, que permitiria a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre o salário dos empregados por uma alíquota sobre a receita bruta (de 1% a 4,5%), foi considerada inoportuna e prejudicial.
Impactos negativos na economia
Para Paulo César García Lopes, presidente do sindicato do comércio varejista de Ribeirão Preto e da ACIR (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), o veto pode contribuir para o aumento da inflação, especialmente em um momento de queda no movimento comercial, principalmente nos setores de vestuário e calçados. A desaprovação da medida é ampla na região, com entidades comerciais e de serviços manifestando preocupação com a sustentabilidade da economia local.
Prejuízos para o setor calçadista
O setor calçadista de Franca também sofreu com a notícia. José Carlos Brigagão, presidente do sindicato da indústria de calçados da cidade, apontou o veto como mais um fator que prejudica o setor, que já enfrenta dificuldades com a queda no número de funcionários. Brigagão critica a falta de planejamento estratégico e de uma política industrial consistente, que deixa os empresários sem condições de se planejar para o futuro. Franca, que em 2013 empregava 30 mil funcionários no setor calçadista, hoje conta com apenas 14 mil.
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Extensão do benefício e impactos regionais
Uma emenda do Senado que estendeu o benefício da desoneração para servidores públicos em prefeituras de municípios com até 142 mil habitantes amplia o impacto negativo do veto, atingindo uma grande quantidade de cidades na região de Ribeirão Preto e arredores. A falta de planejamento e a ausência de uma política industrial consistente são apontadas como fatores que contribuem para a situação de insegurança e instabilidade no mercado de trabalho.



