Prédio, que faz parte da história de Ribeirão e fica no coração da cidade, foi inaugurado em 1922; data é aniversário da cidade
O Palacete Camilo de Matos, marco arquitetônico situado na esquina da rua Duque de Caxias com a Tiberiçá, no centro de Ribeirão Preto, passa por um processo de restauro cujo primeiro estágio tem entrega prevista para 19 de junho, data do aniversário da cidade. A intervenção promete devolver ao edifício parte de sua aparência original e reativar um dos endereços históricos mais conhecidos do município.
História e importância
Inaugurado em 1922, o palacete foi residência do ex-prefeito Camilo de Matos e, posteriormente, de seu filho, que também ocupou a prefeitura. Considerada uma construção singular para a época, a casa atraiu grande público na comemoração de sua inauguração — a praça hoje conhecida como Praça 15 ficou lotada — em um ano marcado por transformações culturais no país, como a Semana de Arte Moderna, e pelo auge da economia do café.
O restauro em andamento
Em 2017, o imóvel foi adquirido por dois empresários de Ribeirão Preto, Ricardo e Marcos Matos. Um deles faleceu em 2021 por complicações da Covid-19, mas o projeto de recuperação seguiu adiante. Segundo relatos de quem acompanha a obra, a primeira etapa deverá ser concluída no aniversário da cidade, quando parte dos trabalhos será apresentada à população.
Entre as intervenções, a equipe de conservação tem se dedicado à recuperação das camadas originais de tinta das paredes. Técnicos e o proprietário Ricardo vinham identificando e removendo repinturas com ferramentas delicadas, revelando decorações pintadas por artistas que, na época, substituíam papéis de parede e compunham o interior das residências de alto padrão.
Expectativas e próximos passos
O restauro é visto como um presente simbólico para quem valoriza o patrimônio histórico da cidade. Embora a primeira fase tenha data definida para entrega, o cronograma completo para a reabertura total do palacete ainda depende das próximas etapas de conservação, ajustes técnicos e possíveis adaptações para uso público.
A intervenção ressalta a importância da preservação arquitetônica e cultural: ao recuperar detalhes originais, a obra ajuda a manter viva a memória urbana e a história de um período emblemático de Ribeirão Preto.


