Nesta etapa prestaram depoimento testemunhas de acusação listadas pelo Ministério Público
A primeira fase da audiência do processo da Operação Sevandígia, que investiga um esquema de apadrinhamento na prefeitura de Ribeirão Preto, foi concluída na última quinta-feira. Ao longo de quatro dias, o juiz ouviu testemunhas arroladas pela acusação.
Depoimentos Chave
Entre as testemunhas ouvidas, destacaram-se funcionários da Secretaria da Fazenda. Dois deles, Godói e Lúcias, relataram que Marco Antônio dos Santos detinha o poder de definir as prioridades de pagamento na secretaria, sobrepondo-se até mesmo ao secretário Francisco Sérgio Nalini. Outro depoimento relevante foi o de Renato Gomes, da Codep, que também prestou declarações.
Confrontos e Revelações
A semana não foi isenta de conflitos. Houve desentendimentos entre promotores e advogados, resultando em discussões que exigiram a intervenção do juiz. O depoimento do delegado Flávio Reis, que mencionou a confissão informal de Marcelo Plastino sobre pagamento de propina a políticos, também foi crucial. Luiz Alécio Janonês relatou ter flagrado Walter e Cícero Gomes recebendo dinheiro do empresário. Ricardo Ribeiro, ex-diretor da Codep, admitiu conhecimento sobre o apadrinhamento político, mas negou ter verificado os valores pagos a Plastino.
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Desfecho e Prosseguimento
Ao final da primeira fase, todos os réus presos foram liberados e dispensados da segunda fase de audiências, na qual as testemunhas de defesa serão ouvidas. A próxima etapa terá início com os depoimentos das testemunhas de Marco Antônio dos Santos e deve se estender até 14 de setembro. Este processo, um dos vários derivados da Operação Sevandígia, abrange 156 testemunhas, sendo dez arroladas pelo Ministério Público e as demais pelos 21 réus. A ex-prefeita Da Sivera, presa em outro processo da operação, não está envolvida neste caso específico.



