A primeira sessão ordinária da Câmara de Ribeirão Preto após a cassação do vereador Lincoln Fernandes ocorreu sem novos desdobramentos sobre o caso e teve como principal pauta a manutenção do veto total do prefeito Ricardo Silva ao projeto que buscava regulamentar a gestão de imóveis urbanos abandonados ou insalubres. O Executivo alegou que a proposta era redundante diante da legislação vigente, além de apontar possíveis problemas de constitucionalidade e ausência de estudos técnicos e audiências públicas.
O autor do projeto, vereador Maurício Gasparini, pediu o acolhimento do veto e defendeu que o tema volte a ser discutido ainda neste ano para evitar disputas judiciais prolongadas. A sessão também marcou oficialmente a ausência de Lincol Fernandes no plenário após a perda do mandato aprovada por unanimidade pelos vereadores em investigação relacionada à suposta prática de rachadinha.

Com a vacância do cargo, a expectativa é pela posse do suplente Camilo Calandrelli, do PL, que deve assumir a cadeira na próxima semana após os trâmites formais. Enquanto isso, a defesa de Lincoln Fernandes informou que pretende manter recursos judiciais contra o processo de cassação e tentar reverter a decisão tomada pela Câmara.
Ouça o áudio completo da coluna De Olho na Política.
Leia também
- Câmara de Ribeirão Preto (SP) abre processo de cassação contra Lincoln Fernandes (PL) por suposta "rachadinha"
- Câmara de Ribeirão Preto vota pedido de cassação de Lincoln Fernandes acusado de rachadinha
- Câmara de Ribeirão Preto (SP) abre processo de cassação contra Lincoln Fernandes (PL) por suposta "rachadinha"