A declaração de emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por causa do novo surto de ebola em países africanos acendeu o alerta global, mas o risco de disseminação no Brasil segue considerado muito baixo. Na coluna Com Ciência, a infectologista Dra. Silvia Fonseca explicou que o vírus não é transmitido pelo ar, como aconteceu com a Covid-19, mas sim pelo contato direto com sangue e secreções de pessoas contaminadas.
Segundo a médica, o atual surto ocorre na República Democrática do Congo e já chegou a Uganda. A variante identificada desta vez, chamada Bundibugyo, ainda não possui vacina nem tratamento específico. Dra. Silvia destacou que a precariedade da estrutura de saúde em regiões africanas, marcada pela falta de água, equipamentos de proteção e conflitos armados, dificulta o controle da doença e aumenta a mortalidade. Ela também lembrou que rituais culturais envolvendo contato com corpos de vítimas contribuem para a transmissão local.
Apesar do alerta internacional, a especialista reforçou que a medida da OMS tem caráter preventivo e humanitário, buscando mobilizar apoio global para envio de equipamentos, ampliação do diagnóstico e desenvolvimento de vacinas. Ela também orientou viajantes internacionais a procurarem serviços de medicina do viajante antes de viagens a países com circulação de doenças infecciosas. Ouça a coluna completa no podcast da CBN Ribeirão.