Aumento dos casos preocupa a Prefeitura que decidiu impor medidas mais rígidas na cidade até o dia 21 de abril
Neste fim de semana, a cidade de Guará vivenciou a primeira experiência com a lei seca, proibindo a venda de bebidas alcoólicas em todo o município até 21 de abril, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Município. A medida, que gerou opiniões divergentes entre os moradores, foi tomada em resposta ao aumento de casos de coronavírus e de festas e confraternizações em residências.
Lei Seca e suas implicações
A prefeitura, liderada pelo prefeito Vinícius Filgueira, justifica a lei seca como uma tentativa de reduzir as aglomerações e o contágio do vírus, que tem afetado principalmente as famílias em encontros domésticos. A proibição abrange bares, supermercados, lojas de conveniência e estabelecimentos similares. Ipuã também adotou medida semelhante, com restrições válidas até a data de publicação desta reportagem.
Impacto econômico e medidas de apoio
Para os comerciantes, a proibição representa impacto financeiro significativo. Em um supermercado local, a venda de bebidas alcoólicas corresponde a quase 15% do faturamento. O gerente Jorge, residente em Tanous, relata que o estabelecimento já adotou medidas para facilitar o cumprimento da lei, como a trava no sistema de caixa que impede a venda de bebidas alcoólicas.
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Cenário epidemiológico e medidas futuras
Guarà registra 48 mortes por Covid-19 e um aumento na procura por atendimento médico na Santa Casa, com pacientes apresentando sintomas do novo coronavírus. A cidade não possui leitos de UTI, necessitando encaminhar pacientes para outras cidades da região, que também enfrentam superlotação. Diante da situação, a prefeitura estuda a possibilidade de um lockdown, com fechamento do comércio e restrição de circulação, caso os números da pandemia continuem a crescer. O prefeito Vinícius Filgueira faz um apelo à população para que evite aglomerações e fique em casa, alertando para a gravidade da situação e o contágio familiar da doença.
A situação em Guará demonstra os desafios enfrentados por cidades menores no combate à pandemia, entre a necessidade de conter o avanço do vírus e as consequências econômicas das medidas restritivas. A eficácia da lei seca e a necessidade de medidas mais drásticas, como um lockdown, serão avaliadas nos próximos dias.



