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Prisão de advogado e depoimentos de candidatos aprovados em concursos confirmam fraudes em contratações

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Fraudes em contratações
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O ex-vice-prefeito de Miguelópolis, o advogado Márcio Valério Junqueira, entregou-se à polícia em Ribeirão Preto, após ter sua prisão temporária decretada. Foragido, Junqueira revelou detalhes de como auxiliava em fraudes de licitações em Serra Azul, colaborando com as investigações.

Depoimentos Reveladores de Candidatos Aprovados

Segundo o delegado Gustavo André Alves, os depoimentos dos candidatos aprovados trouxeram novos detalhes sobre as fraudes em concursos públicos e licitações. Três candidatos de Pradópolis e um de Guariba confirmaram as manipulações, revelando o papel central da vereadora de Pradópolis, Marlene Galiasso (PV), suspeita de liderar o esquema.

O Esquema de Venda de Vagas

Os candidatos afirmaram que Marlene Galiasso oferecia vagas em concursos municipais em troca de dinheiro. Em um processo seletivo, a vaga era vendida por R$ 3.000, garantindo o primeiro lugar ao comprador. Em concursos, o valor subia para R$ 5.000, resultando no segundo lugar. Para justificar a aprovação, os gabaritos eram alterados e assinados posteriormente pelos candidatos.

O Laranja e a Camuflagem das Fraudes

As investigações apontam para um homem de Monte Alto como o “laranja” da quadrilha. Ele se inscrevia nos concursos e, de forma fraudulenta, se classificava em primeiro lugar, uma estratégia para camuflar as suspeitas, principalmente em cidades pequenas. Em concursos com apenas uma vaga, ele abria mão do cargo para o segundo colocado, indicado por membros da Câmara ou da Prefeitura. Em alguns casos, o candidato fantasma sequer comparecia à prova, assinando os documentos posteriormente para justificar a aprovação do candidato de interesse.

A Polícia Civil e o Ministério Público ofereceram delação premiada aos presos, e o delegado adiantou que novas prisões podem ocorrer. A todos os presos foi oferecida a delação premiada, um direito previsto em lei. Alguns colaboraram com as investigações, confessando suas participações e acrescentando elementos. A análise da colaboração determinará se ela se configura como delação premiada.

O advogado de Marlene Gagliaço não foi encontrado para comentar o caso.

As investigações continuam, buscando desmantelar completamente o esquema e responsabilizar todos os envolvidos.

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