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Problemas com seguradoras após acidentes geram dúvidas e exigem atenção do consumidor

Especialista alerta para direito de escolha, falta de informação e dificuldades em reparos de veículos
seguradoras
Divulgação

Motoristas que acionam o seguro após acidentes frequentemente enfrentam dificuldades na resolução de reparos e indenizações. Segundo especialistas, o problema não está apenas no sinistro, mas principalmente no processo posterior, que envolve burocracia, falta de informação e conflitos com as seguradoras.

Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o advogado especialista em direito do consumidor Feres Najm destacou que muitos consumidores desconhecem seus direitos e acabam aceitando condições impostas pelas seguradoras sem questionamento.

Direito escolha

Um dos principais pontos levantados é o direito do consumidor de escolher a oficina onde o veículo será reparado. Apesar de garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, esse direito nem sempre é respeitado na prática.

Segundo o especialista, é comum que seguradoras direcionem clientes para oficinas credenciadas, oferecendo vantagens comerciais como descontos ou carro reserva, o que pode influenciar a decisão do consumidor.

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Além disso, muitos contratos já preveem restrições, mas essas informações nem sempre são explicadas de forma clara no momento da contratação.

Falta informação

Outro problema recorrente é a falta de transparência sobre as condições do seguro. De acordo com o advogado, o consumidor muitas vezes não é informado sobre limitações, como uso de peças não originais ou restrições de cobertura.

Ele destaca que o corretor de seguros tem papel fundamental nesse processo, sendo responsável por esclarecer todas as condições do contrato. No entanto, essa orientação nem sempre ocorre de forma adequada.

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Essa falta de informação pode gerar prejuízos futuros, principalmente quando o consumidor descobre alterações no veículo apenas no momento de venda ou vistoria.

Reparos e recusas

O processo de reparo também pode apresentar entraves, como demora na vistoria, divergências na avaliação dos danos e até recusa de substituição de peças por parte da seguradora.

Segundo o especialista, há casos em que a empresa opta por reparar componentes que deveriam ser trocados, inclusive itens de segurança, o que pode comprometer o veículo.

Além disso, a recusa de cobertura pode ocorrer, dependendo das condições contratuais, reforçando a importância de o consumidor conhecer todos os detalhes da apólice.

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