Inquérito foi concluído nesta terça-feira (6); educadora foi flagrada colocando crianças em sacos de lixo como forma de punição
Após seis meses de investigação, o inquérito sobre o caso de maus-tratos na Escola Municipal de Ensino Básico Sélia Teixeira Ferracioli foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. As provas incluem depoimentos e 80 horas de gravações de câmeras de segurança.
Imagens Comprometedoras
As imagens periciadas pelo Instituto de Criminalística mostram crianças de três a quatro anos sendo colocadas dentro de sacos plásticos de lixo pela professora Silma Lopes e uma estagiária. O delegado Eduardo Bonfim afirma que as investigações apontam que o método era usado como castigo, contrariando a versão da professora, que alegou ser uma brincadeira.
Investigação e Consequências
A investigação teve início a partir da denúncia de uma mãe. Além de Silma Lopes, uma estagiária e uma professora substituta que aparecem nas imagens também foram investigadas. Silma Lopes, demitida por justa causa, responde em liberdade. A participação de uma estagiária menor de idade será apurada pelo Juizado da Infância e Juventude. A professora pode pegar até oito anos de prisão por maus-tratos e tortura. Uma professora substituta e outra estagiária, inicialmente suspeitas, não foram indiciadas por falta de provas, apesar de indícios de omissão.
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Desfecho e Defesa
O advogado de defesa de Silma Lopes, Denilson Carvalho, alega que o inquérito ainda não está concluído, aguardando o depoimento de uma testemunha. O caso segue para a promotoria, que decidirá sobre a denúncia formal.



