A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece um percentual mínimo de 35% de sólidos de cacau para que um produto seja considerado chocolate. A medida ainda precisa passar pelo Senado e pode impactar diretamente a qualidade dos itens disponíveis no mercado.
A proposta também define que, desse total, ao menos 18% devem ser de manteiga de cacau e 14% isentos de gordura. A mudança aproxima o Brasil de padrões internacionais e altera a forma como os produtos serão classificados.
Segundo a nutricionista Ana Paula Tonice, a nova regra tende a melhorar a qualidade do chocolate consumido no país. Atualmente, muitos produtos têm baixa concentração de cacau e alta presença de açúcar e gordura, o que reduz os benefícios nutricionais. Com a exigência mínima, o consumidor pode passar a ter acesso a produtos com maior teor de cacau, que oferecem compostos benéficos, como os flavonoides.
Mudanças
Produtos que não atingirem o percentual mínimo não poderão mais ser classificados como chocolate. Eles passarão a ser identificados com outras nomenclaturas, como “doce de chocolate” ou similares. A alteração segue uma tendência já observada em outros alimentos industrializados, com regras mais rígidas de rotulagem para garantir maior transparência ao consumidor.
A mudança pode gerar impacto no preço final, já que o aumento da quantidade de cacau tende a elevar os custos de produção. Além disso, pode haver um período de adaptação para consumidores acostumados a produtos mais doces.
Leia também
A expectativa é que as alterações levem algum tempo para serem percebidas nas prateleiras, já que o projeto ainda depende de aprovação definitiva e adaptação da indústria.



