Localizada na Zona Leste de Ribeirão Preto, área em questão é de recarga do aquífero
A área de recarga do Aquífero Guarani, especificamente a lagoa do Saibro na zona leste de Ribeirão Preto, continua sendo um ponto de discórdia entre os 22 vereadores da cidade. Apesar de sua importância, a questão enfrenta debates e impasses, evidenciando a falta de consenso sobre a implementação de políticas públicas para a proteção desse recurso vital.
Impasse Político e a Urgência da Questão
A medida de proteção ao Aquífero Guarani já havia sido proposta no plano diretor, que foi rejeitado em dezembro do ano anterior. A ausência de uma política pública específica para a área preocupa ambientalistas como Paulo Finote, que lamenta a demora na resolução do problema. O primeiro confronto entre os vereadores ocorreu durante uma sessão em que um grupo de 12 parlamentares solicitou a discussão do projeto em regime de urgência. Diante da falta de acordo, a solicitação foi retirada e uma audiência pública foi agendada para o dia 18 de maio, visando aprofundar o debate sobre o tema.
Conscientização e Ações da População
Apesar da lentidão no âmbito político, Finote observa um crescente despertar na população em relação à importância da preservação da água. Ele destaca a redução no uso de água para atividades como a lavagem de calçadas como um reflexo da conscientização gerada pela crise hídrica. Essa mudança de comportamento demonstra que a sociedade está percebendo a necessidade de adotar práticas mais sustentáveis.
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Medidas Necessárias para a Preservação
Finote enfatiza a importância de analisar cuidadosamente as novas construções na área de recarga, exigindo a implementação de “sumidouros” para facilitar a infiltração da água no solo. Ele também defende a canalização da água da chuva para esses locais e a utilização de materiais permeáveis nas ruas, como bloquetes, para permitir a infiltração. Além disso, ressalta a necessidade de evitar a impermeabilização completa do solo e de adotar medidas rigorosas na coleta de lixo, impedindo o descarte inadequado de detritos em terrenos baldios, que podem contaminar o aquífero.
A situação demanda atenção urgente, pois a demora na aprovação de medidas de proteção pode acarretar consequências irreversíveis para o Aquífero Guarani. Lideranças de movimentos sociais, com o apoio do Ministério Público de Ribeirão Preto, planejam organizar manifestações em defesa desse importante recurso hídrico.



