O projeto Rastros do Japi utiliza câmeras de monitoramento para registrar animais silvestres e ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade da Serra do Japi, localizada entre Jundiaí, Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar. No podcast Sons da Terra, as biólogas Joyce Cachulo e Júlia Checchinato contam como a iniciativa surgiu durante pesquisas sobre o Pingo de Ouro, um sapo minúsculo encontrado na região. A primeira câmera foi instalada para verificar relatos de moradores sobre a presença de onças na área, e o equipamento registrou o animal, motivando a ampliação do monitoramento.
A Serra do Japi é um importante remanescente de Mata Atlântica de interior e está em uma área de transição com o Cerrado, característica que contribui para a diversidade de espécies animais e vegetais. Diante da expansão urbana e das ameaças à conservação, o projeto também investe em ciência cidadã e educação ambiental, com vídeos, animações, músicas e documentários para aproximar a população da natureza. Entre os registros feitos pelas câmeras estão filhotes de veado e um gavião se alimentando de uma cobra.
A iniciativa, que reúne biólogos e uma pedagoga, avançou para a criação do Instituto Rastros do Japi, voltado à pesquisa, ao monitoramento e à educação ambiental para a conservação da serra. O trabalho, inicialmente concentrado em mamíferos terrestres de médio e grande porte, também passou a incluir répteis e anfíbios. A meta é ampliar o acompanhamento da biodiversidade e reunir profissionais de diferentes especialidades para conhecer e proteger cada vez mais espécies. Ouça a íntegra do podcast Sons da Terra no áudio acima.