Walter Alcausa Lopes afirma que alguns pedidos da promotoria não foram acatados, mas que as sentenças foram satisfatórias
A Operação Sevandija, que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto, teve mais um capítulo concluído com a condenação de 21 réus, incluindo seis secretários municipais e nove vereadores. A sentença, com mais de 700 páginas, foi divulgada recentemente e representa a segunda condenação dentro da operação.
Penas e Diferenciações
As penas variaram consideravelmente, com os ex-vereadores Walter e Cicero Gomes recebendo as maiores penas, 17 anos cada. A diferença nas penas se deve ao fato de que, além de indicações de apadrinhados, eles também receberam propina em dinheiro, diferentemente dos demais vereadores que só receberam vantagens por indicações. Apesar disso, todos os vereadores foram condenados por corrupção passiva.
Recuperação de Bens e Recursos
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) conseguiu bloquear os bens dos acusados, incluindo imóveis e veículos de luxo, para garantir a reparação dos danos causados. A expectativa é que esse patrimônio seja revertido para a prefeitura. O processo, no entanto, é longo e há a possibilidade de recursos, o que pode levar anos para a finalização.
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Próximos Passos e Implicações
O Ministério Público irá analisar os pontos da acusação que não foram acolhidos pelo juiz e decidirá se irá recorrer. Além das penas de prisão, as condenações incluem a reparação de danos no valor de 105 milhões de reais e a interdição para o exercício de funções públicas por oito anos após o cumprimento da pena. As condenações, mesmo com recursos, não suspendem a perda de mandato, impedindo os réus de disputar eleições.



