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Prorrogação de obras por mais quatro meses desagrada comerciantes na região Central de Ribeirão

Presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, aponta necessidade de refazer plano de ação a fim de amenizar danos ao setor
Prorrogação de obras por mais quatro
Presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, aponta necessidade de refazer plano de ação a fim de amenizar danos ao setor

Presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, aponta necessidade de refazer plano de ação a fim de amenizar danos ao setor

A prorrogação das obras do corredor de ônibus no centro de Ribeirão Preto por mais quatro meses provocou reclamações entre comerciantes da região. A mudança no calendário das intervenções, anunciada pela prefeitura, ocorre em meio a relatos de poeira, interdições e queda acentuada nas vendas.

Impacto nos comerciantes e no comércio local

Vendedores e prestadores de serviço dizem conviver diariamente com máquinas pesadas, ruas interditadas e clientes que deixam de frequentar as lojas. Proprietários relatam limpeza constante para retirar a sujeira e perdas nas receitas: há relatos de redução de até 70% nas vendas em alguns estabelecimentos. “É poeira nas mercadorias, nas prateleiras, reduzimos funcionários porque não tem condição — não entra cliente, não tem como a gente vender”, afirmou um lojista da região.

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Um comerciante descreveu a rotina de varrer o estabelecimento várias vezes ao dia: “Hoje eu varri duas vezes; limpa e logo depois volta a ficar sujo”. O barbeiro Luís Umberto Franciose também registrou queda no movimento: “O cliente me liga e fala: ‘vou passar mais tarde, não tive onde parar’. Quando afeta sua capacidade de pagar boleto, aí complica”.

Motivo do adiamento e extensão das obras

A prefeitura informou que o prazo foi estendido porque será necessária a troca de toda a tubulação de saneamento — incluindo esgoto, água e gás — em razão do estado antigo da rede, com mais de 50 anos. O corredor terá quatro quilômetros e abrangerá trechos das avenidas Francisco Junqueira, Jorânimo Gonçalves e Independência, além das ruas Barão do Amazonas, Visconde de Inhaúma, Florêncio de Abril e Lafayette.

As obras começaram em maio do ano passado e, segundo o cronograma anterior, deveriam ser concluídas no mês que vem. O investimento previsto é de R$ 20 milhões. Com a prorrogação de 120 dias, comerciantes temem que o trabalho se estenda por boa parte de 2024 e afete datas comemorativas que impulsionam as vendas.

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Repercussão, planejamento e responsabilidades

O presidente do sindicato dos comerciantes locais, Paulo César Garcia Lopes, disse que será necessário refazer o plano de ação para as datas sazonais e que a prorrogação gera ansiedade entre lojistas. “A obra vai aumentar 120 dias; com certeza vai afetar todo o calendário de vendas promocional”, declarou.

A IRP Mob informou que a sinalização das intervenções é responsabilidade da construtora e que agentes de trânsito atuam para dar apoio quando necessário. Ainda assim, comerciantes pedem mais agilidade na execução e medidas de mitigação dos impactos.

Enquanto a obra segue, moradores e comerciantes acompanham a evolução dos trabalhos na expectativa de que as substituições de tubulação, necessárias para a modernização da rede, também tragam melhorias ao longo prazo, apesar das dificuldades imediatas enfrentadas pelo comércio local.

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