Samuel Salomão Prado, especialista em medicina do sono, explica o que é uma boa noite de descanso e os efeitos ao organismo
A qualidade do sono impacta diretamente a rotina diária. Dados indicam que cerca de 60% dos adultos entre 40 e 50 anos relatam problemas com o sono, afetando suas atividades. Mas como avaliar a qualidade do sono?
Como identificar um sono de qualidade?
A avaliação da qualidade do sono começa com a forma como a pessoa acorda. Acordar sentindo-se descansado e pronto para o dia, independentemente do número de horas dormidas, indica um sono satisfatório. Ao contrário, acordar cansado e com sonolência diurna sinaliza que o sono não atendeu às necessidades do organismo.
Sono acumulado: mito ou realidade?
O conceito de “sono acumulado” é parcialmente verdadeiro. Existe o sono de rebote, mais comum em situações agudas de privação do sono (como duas noites sem dormir). Entretanto, em casos crônicos de falta de sono, o corpo se adapta, mas a qualidade das atividades diárias e a saúde a longo prazo são comprometidas. Dormir menos horas que o necessário pode levar à redução da qualidade de vida e aumentar o risco de doenças como obesidade e diabetes.
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Dicas para melhorar a qualidade do sono
A rotina pré-sono influencia significativamente na qualidade do descanso. Evitar cafeína, exercícios físicos à noite, e o uso de telas antes de dormir são hábitos importantes. A higiene do sono, com boas práticas, é fundamental para o sucesso de qualquer tratamento para problemas de sono. Suplementos como a melatonina podem auxiliar em casos específicos, como o transtorno de ciclos circadianos, mas não garantem um sono mais prolongado.
Em resumo, a busca por um sono reparador requer atenção à forma como acordamos, aos hábitos noturnos e à avaliação profissional para identificar e tratar possíveis problemas. A priorização do descanso é fundamental para uma vida mais saudável e produtiva.


