Confira o ‘tour’ pelo mundo cervejeiro com Carlos Braghin na coluna ‘Cerveja de Conteúdo’
Neste artigo, discutimos os estilos cervejeiros, sua definição e mutabilidade.
O que define um estilo de cerveja?
Contrariamente à crença popular, os estilos de cerveja não são definidos apenas por guias. Existem diversos aspectos culturais que influenciam a definição de um estilo, indo além das características sensoriais como amargor, doçura e aroma. Os estilos servem como parâmetros para determinar características, facilitando a comunicação entre cervejeiros e consumidores. Por exemplo, ao pedir uma “IPA”, o consumidor já sabe esperar uma cerveja amarga com média alcoolicidade.
A Mutabilidade dos Estilos Cervejeiros
Os estilos cervejeiros são dinâmicos e adaptáveis. O mercado, impulsionado pela demanda, cria subdivisões e variações dentro de cada estilo. Novas combinações de ingredientes e processos levam a releituras e inovações, demonstrando a natureza orgânica e viva dos estilos. Assim como um chef de cozinha cria variações em um prato, os cervejeiros moldam os estilos de acordo com suas criatividades e tendências.
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Estilos como Ferramentas de Comunicação
A definição de Garrett Oliver, cervejeiro da Brooklyn Brewery, resume bem a função dos estilos: uma codificação de parâmetros que permite reconhecer, reproduzir, compreender e discutir as cervejas. Eles servem como guia para quem busca uma cerveja com características específicas, facilitando a escolha e a experiência de consumo. A analogia com a escolha de um carro é perfeita: assim como se pode escolher entre esportivos, sedãs ou utilitários, a escolha de um estilo de cerveja direciona a busca por características específicas.
Em resumo, a compreensão dos estilos cervejeiros é fundamental para apreciadores e produtores. A flexibilidade e a constante evolução dos estilos demonstram a vitalidade e a criatividade do mercado cervejeiro.