Estudos feitos por duas universidades da região com idosos busca a resposta para essa pergunta
Uma pesquisa inovadora, conduzida pela Ufscar em colaboração com a USP de Ribeirão Preto, busca desvendar os segredos da felicidade na terceira idade. O estudo se concentra em identificar os fatores que contribuem para a satisfação e o bem-estar de idosos, mesmo aqueles que enfrentam desafios e perdas.
A Profundidade da Investigação
A pesquisa envolve entrevistas detalhadas com idosos, que duram mais de duas horas. Os participantes respondem a perguntas sobre diversos aspectos de suas vidas, incluindo suas relações sociais, condições de moradia, estado de saúde física e mental, e atividades que lhes proporcionam prazer. A pesquisadora Mariana Lima Souza, estudante de terapia ocupacional, destaca a importância de analisar a memória e a presença de sintomas depressivos nos participantes.
Objetivos e Metodologia
A coordenadora da pesquisa, Cláudia Valente, explica que o objetivo principal é identificar os elementos que diferenciam os idosos mais felizes e como eles mantêm esse estado de espírito. O estudo compara indivíduos com doenças graves, como insuficiência renal crônica, com aqueles que vivem em suas casas e lidam com condições mais comuns, como hipertensão e diabetes. A análise dos dados coletados busca determinar quais intervenções podem ser implementadas para aumentar a satisfação com a vida nessa faixa etária.
Leia também
Transformando Respostas em Dados
Após as entrevistas, as pesquisadoras transformam as respostas em dados científicos no laboratório de terapia ocupacional da Ovschar. Os dados são organizados em planilhas e analisados para identificar padrões e correlações. Cláudia Valente ressalta que os resultados permitem avaliar o nível de satisfação com a vida dos participantes e identificar os fatores associados à felicidade, como o tempo dedicado à família, o trabalho, a apreciação da natureza e as viagens.
A pesquisa, que já está em andamento há seis meses, tem como objetivo final aplicar os resultados na prática, desenvolvendo atividades e intervenções que promovam o bem-estar e a satisfação com a vida de idosos, especialmente aqueles que enfrentam depressão ou outros problemas de saúde. A primeira fase do estudo deve ser concluída em janeiro de 2018, marcando o início de uma nova etapa de desenvolvimento e implementação.


