Ouça a coluna ‘CBN Cerveja de Conteúdo’, com Bia Amorim
O colarinho da cerveja: muito além de uma simples espuma
O que a espuma da cerveja representa?
A espuma de uma cerveja, popularmente conhecida como colarinho, é um tema que gera debates entre apreciadores da bebida. Embora não haja uma regra definitiva sobre o tamanho ideal, a presença e a qualidade da espuma são importantes indicadores. A espuma é formada por proteínas, componentes do lúpulo e açúcares, e sua duração e aparência variam de acordo com o tipo de cerveja.
Fatores que influenciam o colarinho
Diversos fatores influenciam a formação e a durabilidade do colarinho. Cervejas mais alcoólicas ou ácidas tendem a ter espumas menos duradouras, pois o álcool e a acidez quebram as proteínas da espuma. O tipo de copo também é crucial: copos mais estreitos, como as tulipas, ajudam a manter a espuma, enquanto copos com a boca mais aberta permitem que ela se dissipe mais rapidamente. A limpeza do copo também é fundamental, pois resíduos de gordura ou detergente podem afetar a formação da espuma.
Leia também
Dicas e indicações
Existem diversos estilos de cerveja com características de espuma distintas. Cervejas inglesas geralmente apresentam menos espuma, enquanto as belgas costumam ter espumas mais abundantes. Como exemplos, a Guinness, com sua espuma fina e cremosa graças ao nitrogênio, a Paulaner, uma cerveja de trigo com espuma duradoura, e a Tcheca, uma pilsen com colarinho branco e consistente, são ótimas opções para apreciar diferentes tipos de colarinho.
Portanto, a observação do colarinho pode revelar detalhes sobre a qualidade e o estilo da cerveja, sendo um elemento a mais para uma experiência completa de degustação. A espuma, além de estética, auxilia na manutenção da temperatura e na preservação da carbonatação da bebida.