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Quando o mercado reagirá às mudanças na presidência?

Afastamento de Dilma Rousseff e posse de Michel Temer fez aumentar a expectativa de melhora
mudanças na presidência
Afastamento de Dilma Rousseff e posse de Michel Temer fez aumentar a expectativa de melhora

Afastamento de Dilma Rousseff e posse de Michel Temer fez aumentar a expectativa de melhora

A recessão econômica que assolou o país não foi superficial, impactando profundamente diversos setores. A recuperação, portanto, se mostra lenta e gradual. 2016, como previsto por especialistas, tem sido um ano de resistência para a indústria e o comércio.

O Legado da Crise e as Expectativas de Mudança

Segundo Alberto Matias, economista e professor da USP, o governo Dilma Rousseff deixou um legado problemático. Embora o cenário seja reversível, os indicadores econômicos atingiram níveis preocupantes. A mudança de governo trouxe consigo novas expectativas, atenuando a visão de uma economia em forte depressão, com queda do PIB estimada em 4% e da produção industrial em torno de 6%.

Credibilidade e Estabilidade Econômica

A estabilidade política em Brasília, mesmo sem grandes decisões tomadas pelo governo Michel Temer, já elevou a credibilidade do país. Matias explica que a confiança do mercado é crucial, pois gera expectativas de melhoras. Essas expectativas já valorizaram o real e impulsionaram a bolsa de valores, refletindo a crença em um futuro melhor para as empresas.

Desafios e Ajustes Necessários

O período de adaptação, que se estende por 2016 e 2017, exige mudanças nas previsões econômicas. A redução no orçamento público, estimada em R$100 bilhões para 2016, levanta questionamentos sobre como o governo pretende enxugar os gastos e reativar a economia sem prejudicar empresários e trabalhadores. Para Matias, o governo Temer precisa responder a essas dúvidas, indicando onde os cortes serão feitos para que empresas e sociedade possam planejar seus orçamentos.

Além da inflação, com previsão de fechar 2016 em 7%, a taxa Selic (14,5%, podendo chegar a 15%) e o desemprego (afetando mais de 10 milhões de brasileiros) são outros desafios a serem superados.

O cenário exige cautela e planejamento estratégico para que a retomada econômica se consolide de forma sustentável.

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