Movimentação foi intensa às vésperas da Páscoa; consumidor procurou mais o surubim e menos o bacalhau
Nesta Sexta-feira Santa, a movimentação em peixarias de Ribeirão Preto surpreendeu comerciantes e consumidores. O relato de um comerciante da zona norte, Nelson Francis Keene, ilustra o cenário: um aumento de 50% nas vendas em comparação ao ano passado, com crescimento ainda maior nos dois últimos dias que antecederam a data.
Preços e variedade de peixes
Apesar do aumento na demanda, Keene manteve os preços inalterados. Entre os peixes mais procurados estão o surubim (R$ 26,00), pacu e tambaqui (R$ 18,00), além de sadia, cavalinho e pintado. A busca por descontos, comum entre os consumidores, foi observada, como relatado por um cliente, Vino Ramos, que mesmo achando os preços um pouco altos, garantiu seu peixe para manter a tradição.
Tradição e saúde na mesa
A tradição da Sexta-feira Santa foi o principal motivo para muitos consumidores procurarem as peixarias. Famílias inteiras foram vistas realizando as compras, como a de Claudemiro Aparecido Trevisan, que levou a filha para escolher os peixes, mantendo um costume familiar. Marco Aurélio Anês também destacou a importância da tradição e os benefícios à saúde do consumo de peixe, uma carne branca rica em nutrientes.
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Orientações importantes para o consumo
A nutricionista Susi Bianco reforça a importância de comprar peixes em locais com grande rotatividade, garantindo a frescura do produto. Para quem não for consumir imediatamente, a recomendação é congelar o peixe e, no descongelamento ou dessalgue, fazê-lo dentro da geladeira para evitar contaminação. A especialista alerta para o cuidado com produtos perecíveis, especialmente peixes, que estragam facilmente.



