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Quase 1.500 pessoas aguardam fila para consulta com oftalmologista em Ribeirão Preto

Pacientes esperam por atendimento na rede pública há mais de dois meses e relatam dificuldades na qualidade de vida
Quase 1.500 pessoas aguardam fila para
Pacientes esperam por atendimento na rede pública há mais de dois meses e relatam dificuldades na qualidade de vida

Pacientes esperam por atendimento na rede pública há mais de dois meses e relatam dificuldades na qualidade de vida

Quase 1.500 pessoas aguardam na fila por uma consulta com oftalmologista na rede pública de Ribeirão Preto. O tempo de espera pode chegar a dois meses, Quase 1.500 pessoas aguardam fila para, o que tem prejudicado a qualidade de vida de alguns pacientes, como o aposentado Vicente Martins de Oliveira, de 79 anos, que está há três meses esperando por atendimento especializado. Ele já realizou cirurgia de catarata e precisa fazer a limpeza do olho, mas enfrenta dificuldades para realizar tarefas simples devido à visão comprometida.

“De dia eu pego a Bíblia, Quase 1.500 pessoas aguardam fila para, eu leio ela e tudo, mas de noite não enxergo nada. A gente fica todo triste por conta disso. Vem para cá para curar uma saída. E aí estou aqui nessa sofrência. E não deram nem previsão de quando o senhor vai passar pelo especialista.”

“Agora em janeiro, no dia 30, eu fui lá e aí conversei, aí procurei, aí tornaram, pediu documento, tornaram, puxaram, não sei o que, é o sistema moço. Aí estão esperando o sistema chamar, tem atrásra nada. Eu já não tenho leitura mesmo. E a pouca que tem a vista está pagando. Tem que esperar fazer o quê? Eu não tenho como pagar, não tem jeito, né?”

“O dinheiro não dá, né? É, só em Ribeirão Preto.”

Fila de espera e atendimento na rede pública

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, 1.487 pessoas aguardam atendimento com oftalmologista na rede pública da cidade. O paciente geralmente é atendido inicialmente por um clínico geral em um posto de saúde, que encaminha para o especialista caso identifique alguma alteração. No entanto, a demora para a consulta especializada pode dificultar o diagnóstico e o tratamento adequado.

Riscos da demora no atendimento: O oftalmologista Paulo Rodolfo Barbizan alerta que a demora no atendimento pode agravar problemas visuais, especialmente em crianças e adolescentes. Alterações não tratadas até os 7 anos podem levar à perda permanente da visão em um dos olhos. Em adolescentes, o uso excessivo de telas pode causar cefaleia e dores oculares, que poderiam ser prevenidas com exames de rotina.

Em adultos a partir dos 40 anos, há maior incidência de glaucoma, uma doença silenciosa que afeta o campo de visão e pode causar danos irreversíveis se não diagnosticada precocemente. Em idosos, a prevalência de catarata e degeneração macular também representa riscos significativos à visão.

Ações da Secretaria Municipal de Saúde: A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto informou que o tempo médio de espera de dois meses é inferior ao recomendado pelo Fórum Mundial de Saúde. Embora não exista uma lei específica que determine prazos máximos para consultas no SUS, a secretaria lançou um programa para reduzir as filas em diversas especialidades.

O programa prioriza casos de psicologia infantil, que atualmente têm espera de pelo menos nove meses, com a expectativa de zerar essa fila em quatro meses. Após a divulgação da reportagem, foi disponibilizada uma vaga para o senhor Vicente Martins de Oliveira, que poderá iniciar o tratamento necessário para a limpeza da lente após a cirurgia de catarata.

Entenda melhor

O glaucoma é uma doença ocular silenciosa que geralmente está associada ao aumento da pressão intraocular e afeta a visão periférica antes de atingir o centro do campo visual. A degeneração macular relacionada à idade é outra condição que pode causar perda progressiva da visão central, afetando principalmente idosos.

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