Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Com a chegada dos meses mais frios, é comum que as doenças respiratórias se tornem uma preocupação para os donos de cães e gatos. As baixas temperaturas e a maior concentração de pessoas e animais em ambientes fechados criam um cenário propício para a disseminação de vírus e bactérias. Para entender melhor como proteger nossos pets, conversamos com a médica veterinária Carina Gabarra, que nos deu dicas valiosas.
Doenças Respiratórias Comuns em Pets
Assim como os humanos, cães e gatos também são suscetíveis a diversas doenças respiratórias no inverno. Entre as mais comuns estão pneumonia, bronquite e rinite. Além dessas, existem algumas enfermidades específicas de cada espécie. Nos cães, a traqueobronquite infecciosa canina, popularmente conhecida como “tosse dos canis”, é bastante frequente. Já nos felinos, a rinotraqueíte felina, causada por um vírus, é uma das principais preocupações.
Identificando os Sintomas
Os sintomas das doenças respiratórias em animais são similares aos que observamos em humanos. Tosse, espirros, corrimento nasal, lacrimejamento, conjuntivite, cansaço, dificuldade respiratória e, em alguns casos, febre, são sinais de alerta. É importante observar o focinho do animal, verificando se há corrimento e qual a coloração – a presença de pus ou catarro pode indicar uma infecção.
Leia também
Cuidados e Tratamentos
Ao notar qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar um veterinário de confiança. O tratamento geralmente envolve medidas semelhantes às utilizadas em humanos, como inalação, uso de antibióticos (quando necessário) e muita hidratação para acelerar a recuperação. A inalação ajuda a fluidificar as secreções e facilita a respiração, enquanto os antibióticos combatem as infecções bacterianas.
Atenção aos Banhos no Inverno
Durante o inverno, é crucial reduzir a frequência dos banhos nos pets e garantir que eles sejam realizados em locais protegidos do vento e de baixas temperaturas. O ideal é optar por pet shops, que possuem estrutura adequada para secar completamente o pelo do animal. A secagem inadequada pode deixar a raiz do pelo úmida por até 48 horas, aumentando o risco de pneumonia. Em casos de animais muito doentes, o pet shop é a opção mais segura.
Prevenção e Cuidados Específicos para Gatos
A rinotraqueíte felina, ou “gripe do gato”, é altamente contagiosa entre felinos. Os sintomas incluem espirros, secreção nasal e ocular, tosse, dificuldade para respirar e febre. Animais infectados devem ser isolados de outros gatos para evitar a propagação do vírus. A vacinação é uma importante medida preventiva. Além disso, é essencial desinfetar o ambiente e os utensílios do gato doente, como caminhas, panos, potes de água e comida.
Ao adotar medidas preventivas e estar atento aos sinais de alerta, é possível garantir o bem-estar dos nossos companheiros de quatro patas durante os meses mais frios. Pequenos gestos, como oferecer um ambiente aquecido e evitar banhos excessivos, fazem toda a diferença.



