A redução no número de adolescentes entre 16 e 17 anos com título de eleitor tem gerado preocupação e levantado debates sobre o futuro da participação política no Brasil. Na coluna De Olho na Política, o cientista político Bruno Silva destacou que estados como São Paulo e Rio de Janeiro registram alguns dos menores índices de jovens eleitores do país. Segundo ele, as estimativas apontam que cerca de 1,6 milhão de jovens estarão aptos a votar nas próximas eleições, número inferior aos 2,5 milhões registrados em 2022.
Bruno Silva avalia que a queda no alistamento eleitoral não representa necessariamente desinteresse dos jovens pela política, mas sim uma crescente descrença na política representativa e nas instituições. O comentarista defende que temas ligados à democracia, cidadania e funcionamento das instituições precisam ser debatidos de forma mais aberta com as novas gerações. Para ele, fatores como redes sociais, ambiente escolar, família e o cenário político atual influenciam diretamente na relação dos jovens com o voto.
O cientista político também ressaltou a necessidade de aproximar a juventude dos espaços coletivos e ampliar canais de escuta e participação. Segundo Bruno, a crise de confiança provocada por escândalos políticos, corrupção e desgaste institucional contribui para afastar os jovens do processo eleitoral e da vida pública.
Ouça o áudio completo da coluna De Olho na Política no portal da CBN Ribeirão Preto.