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Queda nos preços dos combustíveis faz o mês de atrássto ter deflação de 0,73%

Será que a queda é positiva? Quais os impactos à economia? Ouça a análise do economista Adnan Jebailey
preços dos combustíveis
Será que a queda é positiva? Quais os impactos à economia? Ouça a análise do economista Adnan Jebailey

Será que a queda é positiva? Quais os impactos à economia? Ouça a análise do economista Adnan Jebailey

Em atrássto, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou queda de 0,73%, o menor índice para o mês desde 1991. Essa redução foi impulsionada principalmente pela queda nos preços dos combustíveis (gasolina e etanol) e da energia elétrica.

Preços em alta

Apesar da queda geral, alguns itens da cesta básica continuam com preços elevados. O leite, por exemplo, apresentou aumento de 14% em atrássto, acumulando alta de 79% no ano. O queijo subiu 4%, e as frutas quase 3%. Essa disparidade de preços entre itens essenciais chama a atenção para a complexidade da situação inflacionária.

Variação de preços entre regiões

Uma pesquisa comparativa de preços em diferentes cidades do estado de São Paulo revela variações significativas. Em Ribeirão Preto, o quilo da berinjela custava R$ 4,00, enquanto em São José do Rio Preto custava R$ 2,25 e em Franca, R$ 1,14. A maçã nacional também apresentou diferença acentuada: R$ 8,89 em Ribeirão Preto, contra R$ 4,82 em Piracicaba e R$ 4,52 em São José dos Campos. A caixa de mandioquinha custava R$ 21,00 em Ribeirão Preto, R$ 10,00 em Presidente Prudente e R$ 12,00 em Araraquara. Essas diferenças regionais destacam a influência de fatores logísticos e de produção na formação de preços.

Cenário econômico complexo

A economista Adnanja Baila explica que a queda no IPCA-15 não representa uma deflação, mas sim um recuo da inflação, fortemente impactado pela redução do ICMS sobre combustíveis e pela intervenção da Petrobras. Essa situação cria um cenário artificial, com medidas de curto prazo que podem não refletir a realidade dos preços a longo prazo. A especialista alerta para a necessidade de políticas sustentáveis para o controle da inflação, considerando a influência de fatores externos, como o mercado internacional de petróleo e os custos de transporte. A manutenção de políticas de auxílio e a dependência de intervenções governamentais geram incertezas para o futuro, principalmente com a proximidade das eleições.

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