Na sessão desta quinta-feira (19), legistas que autopsiaram o corpo do menino atestaram que a morte dele não foi violenta
O julgamento de Guilherme Longo e Natalia Ponte, acusados pela morte do menino Joaquim em 2013, em Ribeirão Preto, prossegue. Nesta quinta-feira, o quarto dia de júri, cinco testemunhas foram ouvidas em menos de duas horas, incluindo o pediatra de Guilherme, Aziz Elias Esper.
Depoimento do Pediatra e Laudos Periciais
O pediatra descreveu Guilherme na infância como uma criança tranquila e sem distúrbios. Peritos e legistas atestaram a ausência de marcas de violência no corpo de Joaquim, contrariando declarações anteriores de Guilherme à imprensa, onde ele confessou ter matado o menino com um golpe no pescoço. Posteriormente, Guilherme retratou a confissão em carta à família. Para o assistente de acusação, Alexandre Durante, os laudos periciais descartam a versão apresentada na TV.
Divergências sobre a Causa da Morte
A principal divergência entre acusação e defesa reside na causa da morte. A defesa argumenta a falta de provas, enquanto a acusação sustenta que Joaquim, diabético tipo 1, foi assassinado por superdosagem de insulina (166 doses). O endocrinologista Carlos Eduardo Eucury explicou os efeitos da hipoglicemia, que pode levar à morte. Apesar da impossibilidade de detectar insulina no corpo de Joaquim dias após sua morte, o médico afirmou que uma alta concentração de insulina no pós-morte pode indicar superdosagem, embora a precisão diminua com o tempo.
Leia também
Continuação do Julgamento
O julgamento continua nesta sexta-feira, com o depoimento de nove pessoas, incluindo peritos e amigos da família. A expectativa é que este seja o penúltimo dia do julgamento.



