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Reajuste no preço da energia para quem excede o consumo de 100 kW/h passa de 360% em apenas cinco meses

Professor de elétrica do Senai, Kleber Messias, explica, na prática o quanto o aumento pesa no bolso do consumidor
Reajuste preço energia
Professor de elétrica do Senai, Kleber Messias, explica, na prática o quanto o aumento pesa no bolso do consumidor

Professor de elétrica do Senai, Kleber Messias, explica, na prática o quanto o aumento pesa no bolso do consumidor

O valor da conta de luz subiu consideravelmente, atingindo R$ 14,20 a cada 100 kWh excedentes. A principal causa apontada é a severa crise hídrica que assola o Brasil, a pior dos últimos 91 anos.

Aumento gradativo e impacto na população

Desde maio, o preço da energia para o consumo acima de 100 kWh teve um aumento exorbitante, superior a 360%. Em maio, o custo adicional era de R$ 1,34; em junho, saltou para R$ 4,16; em julho, para R$ 6,24; e atrásra, em atrássto, chegou a R$ 14,20. Esse aumento significativo impacta diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

Como o consumo é calculado e dicas de economia

Para entender melhor a cobrança, um chuveiro comum de 5.500 watts, funcionando por uma hora, consome 5,5 kWh. De acordo com o professor de elétrica Cleb Mesias, quatro banhos de 15 minutos já representam um consumo considerável, impactando significativamente na conta de luz, principalmente com a bandeira de escassez hídrica. Além do chuveiro, outros aparelhos como o computador, carregadores de celular (mesmo sem o celular conectado), e eletrodomésticos com resistências elétricas (secadores, chapinhas, air fryers) contribuem para o aumento do consumo. O professor sugere alternativas como banhos mais rápidos e frios, chuveiros com controle eletrônico de temperatura e o desligamento de aparelhos da tomada quando não estiverem em uso.

Alternativas e reflexões sobre o consumo consciente

O professor Mesias destaca que o ar condicionado inverter é mais econômico que o convencional, e que a conscientização sobre o consumo de energia é fundamental. Embora existam diversas dicas para economizar, colocá-las em prática exige esforço, pois o conforto muitas vezes está associado ao consumo de energia. A previsão é que a bandeira de escassez hídrica perdure até abril de 2024, reforçando a necessidade de medidas de economia de energia por parte da população.

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