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Reclamações por conta da implementação de corredor de ônibus na Capitão Salomão se intensificam

Sem possibilidades de estacionar na faixa da direita, estudantes relatam os perigos de furtos ao pararem em locais distantes
Reclamações por conta da implementação
Sem possibilidades de estacionar na faixa da direita, estudantes relatam os perigos de furtos ao pararem em locais distantes

Sem possibilidades de estacionar na faixa da direita, estudantes relatam os perigos de furtos ao pararem em locais distantes

As obras do corredor de ônibus na Rua Capitão Salomão têm gerado reclamações de moradores, estudantes e comerciantes de Ribeirão Preto. Além das interdições e mudanças no tráfego, moradores relatam dificuldade para estacionar, atravessar a via e que a iluminação noturna é insuficiente, o que aumenta a sensação de insegurança.

Impacto nas instituições de ensino

Alunos do Senai e do Senac relatam queda na frequência e dificuldades para acessar as unidades. A alteração nas vagas de estacionamento obrigou muitos a deixarem veículos mais distantes, obrigando, em alguns casos, a descidas por escadarias íngremes que prejudicam especialmente pessoas com deficiência.

Cristiane Fávaro, comerciante com ponto em frente às instituições, afirma que o movimento já caiu com o início das obras: “A frequência dos alunos já caiu só com as obras. O Senac é muito inclusivo e tem muitos alunos com deficiência que não conseguem chegar porque precisam descer escadas e a avenida é muito íngreme. Rampas nas esquinas não resolvem se o acesso principal continua impraticável”.

Iluminação precária e sensação de insegurança

Usuários da região também reclamam da falta de iluminação adequada à noite. Estudantes — em especial mulheres — dizem temer ir sozinhas aos estacionamentos mais altos por conta da pouca visibilidade e da criminalidade local. Segundo levantamento citado por moradores, a Rua Capitão Salomão registrou 21 furtos de veículos no ano passado, sendo a via com maior número de ocorrências em Ribeirão Preto.

O estudante Leonardo Di Carvalho, que frequenta cursos de segurança do trabalho no Senac, relatou medo de furtos: “Já tínhamos problema com roubo de motos; atrásra temos que parar mais afastado e o local é isolado, o que facilita a ação de ladrões”.

Reações e resposta das autoridades

Um abaixo-assinado com reclamações sobre os transtornos foi entregue à Câmara de Vereadores nesta semana. A CBN questionou a Prefeitura sobre os problemas de iluminação e acesso, mas não obteve resposta detalhada; a administração municipal limitou-se a afirmar que as obras dos corredores de ônibus são necessárias para melhorar a mobilidade urbana.

A RP Mobi informou que uma base da Polícia Militar foi instalada no Morro do São Bento para dar apoio a quem estuda na região, mas moradores e comerciantes dizem que a medida ainda não foi suficiente para reduzir a sensação de insegurança ou recuperar o movimento comercial.

Moradores, comerciantes e frequentadores aguardam medidas complementares que garantam acessibilidade, iluminação e segurança durante a continuidade das obras e após sua conclusão.

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