Ouça a coluna ‘Multimídia’ com Edmo Bernardes
Após o caso do espancamento e morte de João Alberto, no Carrefour, a discussão sobre racismo estrutural em grandes empresas veio à tona. A criação de um fundo de R$ 25 milhões pelo Carrefour para combater o racismo interno gerou debates.
O Papel do Carrefour no Combate ao Racismo
A responsabilidade do Carrefour no caso de João Alberto é questionada, considerando que se tratava de um funcionário terceirizado. Entretanto, a falta de treinamento adequado e a cultura organizacional da empresa são pontos cruciais a serem analisados. O fundo criado, embora uma iniciativa, não apaga os erros passados e precisa ser acompanhado de ações efetivas e transparentes.
Ações e Reações: Um Ciclo de Violência
A reação ao caso de João Alberto, com muitas pessoas defendendo os agressores após a divulgação de imagens mostrando o soco desferido pela vítima, demonstra a complexidade do problema. A sociedade precisa romper com o ciclo de ação e reação, onde uma agressão justifica outra, e buscar soluções que promovam a justiça e a paz.
O Novo Emprego de Sergio Moro e o Compliance
A contratação de Sergio Moro pela Alvarez & Marsal, multinacional americana, para coordenar a área de disputas e investigações, destaca a importância do compliance nas empresas. A experiência de Moro em investigações de corrupção o torna um profissional valioso nesse setor, mostrando a crescente demanda por especialistas em ética e transparência corporativa.
O caso Carrefour expõe a urgência de combater o racismo estrutural nas empresas. Ações como a criação de fundos são importantes, mas precisam ser acompanhadas de mudanças culturais profundas e de um compromisso real com a diversidade e a inclusão. A sociedade, por sua vez, precisa refletir sobre suas próprias atitudes e contribuir para a construção de um ambiente mais justo e igualitário.



