O papel das redes sociais nas campanhas eleitorais, a influência dos algoritmos e a disseminação de desinformação estão entre os temas da coluna Mundo Digital. O professor Eduardo Soares avalia que as plataformas se consolidaram como espaços centrais da comunicação política, permitindo que candidatos se aproximem dos eleitores por meio de vídeos curtos, transmissões ao vivo, mensagens e conteúdos compartilhados por influenciadores. Ele ressalta, porém, que investimentos e engajamento digital não significam necessariamente conquista de votos.
O especialista também alerta para as bolhas de conteúdo criadas pelos algoritmos, que recomendam publicações com base nos interesses e comportamentos dos usuários. Essa dinâmica pode dar a impressão de que as opiniões exibidas nas redes representam a maioria da sociedade. A coluna aborda ainda o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos eleitorais: um levantamento da Agência Lupa identificou 920 publicações eleitorais produzidas ou alteradas com IA entre agosto e setembro, das quais cerca de 60% eram deepfakes, segundo os dados apresentados no programa.
Com a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, as campanhas devem buscar novas formas de mobilizar apoiadores e conquistar eleitores indecisos. Para Eduardo Soares, o principal desafio é evitar o consumo passivo de informações e procurar fontes variadas e confiáveis, verificando a veracidade dos conteúdos antes de compartilhá-los. O professor defende que os eleitores busquem propostas e informações por iniciativa própria, sem deixar que algoritmos ou ferramentas de inteligência artificial determinem suas opiniões. Ouça o áudio completo da coluna Mundo Digital.