O refluxo gastroesofágico em bebês, as diferenças entre a regurgitação comum e a doença do refluxo e os sinais que podem indicar a necessidade de acompanhamento foram os temas da coluna Filhos e Companhia. O pediatra Ivan Savioli Ferraz explicou que o problema é frequente nos primeiros meses de vida e, na maioria dos casos, tende a melhorar espontaneamente.
Segundo o médico, a regurgitação é comum principalmente porque os bebês se alimentam predominantemente de líquidos e ainda têm imaturidade no esfíncter entre o esôfago e o estômago. A situação, no entanto, pode exigir mais atenção quando é acompanhada de sintomas como irritabilidade, choro, recusa alimentar, dificuldade para ganhar peso ou outros problemas relacionados ao refluxo.
O pediatra também explicou que, quando não há sintomas e a criança continua se desenvolvendo normalmente, podem ser adotadas medidas conservadoras, como evitar deitá-la logo após a mamada e não usar roupas apertadas. Na maioria dos casos, inclusive os de doença do refluxo gastroesofágico, a tendência é de resolução entre o primeiro e o segundo ano de vida. Ouça o áudio completo da coluna Filhos e Companhia.