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Região de Ribeirão Preto registra índices econômicos negativos em 2015

Único setor que teve números positivos foi a agropecuária, segundo Indicador de Movimentação Econômica da ACIRP
índices econômicos negativos
Único setor que teve números positivos foi a agropecuária, segundo Indicador de Movimentação Econômica da ACIRP

Único setor que teve números positivos foi a agropecuária, segundo Indicador de Movimentação Econômica da ACIRP

Um estudo recente da Associação Comercial de Ribeirão Preto (ACRP) revela um panorama preocupante da economia local, através do seu Indicador de Movimentação Econômica (IME). O IME, que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) da região, aponta para um cenário de desafios, com a maioria dos indicadores demonstrando resultados negativos.

Desempenho Setorial Desigual

De acordo com o economista Fredg Marães, da Sirpi, o setor agropecuário se destaca como o único ponto positivo, impulsionado pelo bom desempenho da produção agrícola. No entanto, outros setores cruciais apresentam números desanimadores. A movimentação bancária, por exemplo, sofreu quedas significativas em diversas variáveis, como operações de crédito e depósitos à vista, tanto de empresas quanto de consumidores. Essa retração sugere uma menor liquidez e capacidade de investimento por parte da população e das empresas.

Impacto no Mercado de Trabalho

Um dos aspectos mais alarmantes do estudo é o impacto no mercado de trabalho. Em 2015, a região de Ribeirão Preto registrou a perda de milhares de vagas formais de emprego. O setor do comércio foi particularmente afetado, seguido pela construção civil. A indústria também sofreu um duro golpe, concentrando a maior parte das demissões. Essa perda de empregos agrava ainda mais a situação econômica, gerando um ciclo vicioso de menor consumo e menor produção.

Arrecadação de Impostos em Declínio

A arrecadação de impostos, como o ICMS, também apresenta sinais de alerta, com crescimento modesto ou até mesmo queda. Essa diminuição na arrecadação, combinada com a redução no consumo de energia elétrica, indica um menor faturamento das empresas e um ritmo de crescimento econômico mais lento. Essa situação pode levar a déficits orçamentários nos governos, nos níveis municipal, estadual e federal, impactando os investimentos em áreas essenciais.

Diante desse cenário, a busca por soluções e a reivindicação de recursos para os municípios se tornam ainda mais urgentes, visando impulsionar a economia local e garantir o bem-estar da população.

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