Áreas mais impactadas em Ribeirão Preto, Franca e Sertãozinho foram comércio, serviços e construção civil
O ano de 2015 representou um período desafiador para a economia da região de Ribeirão Preto, com um agravamento da crise financeira que já se manifestava desde o final de 2014, especialmente nos setores de construção civil e comércio. Dados recentes revelam o impacto negativo no mercado de trabalho local.
Ribeirão Preto: Um Cenário de Perdas
Em Ribeirão Preto, os números indicam o fechamento de 2.520 vagas de emprego apenas em dezembro de 2015, com destaque para o setor de serviços, que respondeu por 1.280 dessas demissões. No acumulado do ano, a cidade perdeu 6.153 postos de trabalho, com o comércio sendo o mais afetado, registrando 2.421 demissões. Este é o pior resultado já registrado na cidade desde o início da coleta desses dados, há 13 anos.
O economista Donizete Trídico atribui esses números à queda no poder de compra, influenciada pela situação socioeconômica da região.
Certãozinho e Outras Cidades: Reflexos da Crise
Certãozinho também enfrentou dificuldades em 2015, com um saldo negativo de 3.913 postos de trabalho. Embora a cidade tenha contratado 18.605 pessoas, demitiu 22.518. Somente em dezembro, foram mais de mil demissões, com a indústria de base, principal setor da economia local, sendo o mais impactado, com 2.190 demissões.
Franca, que havia apresentado um saldo positivo no primeiro semestre, com 5.942 vagas, encerrou o ano com 4.221 demissões. Batatais também registrou uma variação negativa, com 1.217 vagas fechadas. Jaboticabal e Barretos também apresentaram números negativos, com 661 e 621 postos de trabalho fechados, respectivamente.
Exceções: Bebedouro e o Setor Agropecuário
Em contrapartida, Bebedouro se destacou com um saldo positivo de 1.675 vagas abertas ao longo do ano, impulsionado pelo setor agropecuário, que apresentou crescimento no período. Morro Agudo e Pontal também registraram números positivos, com 705 e 434 postos de trabalho abertos, respectivamente.
A resiliência de Bebedouro é atribuída à sua forte ligação com a agropecuária, especialmente a produção de laranja e cana-de-açúcar. Empresas ligadas a esses segmentos demonstraram maior estabilidade, mantendo ou até mesmo criando vagas, em contraste com a queda observada em setores mais industrializados.
Embora o cenário geral tenha sido de retração, algumas localidades conseguiram mitigar os efeitos da crise, demonstrando a importância da diversificação econômica e da adaptação aos desafios do mercado.



