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Região metropolitana registra aumento no número de financiamentos imobiliários

Condições melhores de crédito, que está mais barato neste ano em relação a 2017, culminaram no crescimento de 4,5%
financiamentos imobiliários
Condições melhores de crédito, que está mais barato neste ano em relação a 2017, culminaram no crescimento de 4,5%

Condições melhores de crédito, que está mais barato neste ano em relação a 2017, culminaram no crescimento de 4,5%

O último boletim do Cepfund apontou que o crédito ficou mais barato em 2018 em comparação com 2017, embora a retomada ainda seja moderada. Apesar de um saldo de crédito estável para pessoas físicas nos primeiros nove meses do ano, com variação de apenas 0,35% entre setembro de 2017 e setembro de 2018, o saldo total de crédito recuou 2,61% na comparação anual.

Crédito em queda, apesar da redução de juros

Segundo o coordenador do Cepfund, professor Luciano Nakabashi, os indicadores dependem da retomada da economia. Ele explica que há uma retração nas operações de crédito, embora essa retração esteja diminuindo mês a mês. A redução na demanda, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, devido à insegurança no mercado de trabalho, e a cautela das instituições financeiras em emprestar contribuem para essa situação. Apesar disso, houve queda nos juros para pessoas físicas e jurídicas, com uma redução média de 2,65 pontos percentuais. Embora as taxas estejam mais atrativas, a redução não acompanhou a queda da Selic, que caiu de 14,25% para 6,50%.

Financiamentos imobiliários e agronegócio impulsionam crescimento em algumas regiões

Uma pesquisa do Cepfund mostra que os financiamentos imobiliários têm apresentado os melhores resultados. Houve aumento significativo em diversas cidades, com destaque para a região metropolitana de Ribeirão Preto (aumento de 9,4% em financiamentos em geral), Campinas e Franca (com crescimento de 24,7% no crédito para o agronegócio). Cidades como Ribeirão Preto (5,1%), Araraquara (5,3%), Franca (5,6%) e Sertãozinho (9,7%) apresentaram crescimento expressivo em financiamentos imobiliários. O professor Nakabashi destaca a retomada do crédito para o agronegócio e financiamentos imobiliários em algumas cidades e regiões como um fator positivo.

Em resumo, apesar da queda geral no estoque de crédito, a redução das taxas de juros e o crescimento em setores específicos, como financiamentos imobiliários e crédito ao agronegócio em algumas regiões, indicam sinais de recuperação, embora a retomada ainda seja gradual e dependa da recuperação econômica.

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