Sobre a escalada das mulheres no mercado de trabalho, confira a análise de Dimas Facioli no ‘CBN Emprego e Oportunidades’
A participação feminina em cargos de liderança tem mostrado crescimento significativo, atingindo a marca de 31% em posições sênior, segundo o relatório Mulheres nos Negócios 2021.
Ultrapassando a barreira dos 30%
A ultrapassagem da marca de 30% em cargos de alta hierarquia é considerada um marco crucial. Esse número, antes da pandemia, estava em 29%, indicando um crescimento impulsionado, em parte, pelos desafios impostos pela Covid-19.
A pandemia como catalisador
A pandemia impactou empresas globalmente, forçando adaptações e exigindo novas formas de gestão. A necessidade de liderança diversificada para enfrentar a crise parece ter acelerado a ascensão feminina em posições de chefia. Além disso, a pesquisa aponta que 69% dos entrevistados acreditam que as mudanças provocadas pela pandemia beneficiarão as trajetórias profissionais femininas a longo prazo. É importante notar que, em 2004, apenas 19% dos cargos de liderança eram ocupados por mulheres, mostrando uma trajetória de crescimento contínuo, embora lento em alguns períodos.
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Perspectivas futuras
O aumento do percentual de mulheres em cargos de liderança é observado em quase todas as regiões do mundo, com 83% dos países analisados superando a marca dos 30%. A expectativa é que essa maior diversidade de gênero na alta administração promova mudanças positivas em cascata. Exemplos como a União Europeia (34%) e a América Latina (36%) demonstram que a superação desse marco impulsiona ainda mais a participação feminina em posições de poder. Essa tendência positiva é um sinal de progresso e um bom indicativo para o futuro dos negócios.