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Relatório parcial da Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto aponta que houve negligência no atendimento que resultou na morte de Gabriela Zafra

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negligência no atendimento
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A Prefeitura de Ribeirão Preto admitiu, por meio de um relatório preliminar de sindicância, que houve falhas no atendimento à estudante Gabriela Záfara, que faleceu em maio de 2014 após buscar ajuda médica na rede pública por cinco vezes. A informação foi transmitida à mãe da jovem, Fabiana Záfara, pela prefeita da cidade.

O Relato da Mãe e a Busca por Esclarecimentos

Segundo Fabiana Záfara, o relatório aponta erros no atendimento, mas não indica responsáveis diretos pela morte de Gabriela. A mãe da estudante enfatizou que não busca a punição de indivíduos, mas sim o esclarecimento completo do caso para evitar que outras famílias passem pela mesma dor. O advogado da família, Daniel Rond, solicitou acesso ao documento, porém, a prefeitura negou a liberação imediata.

A Trajetória de Gabriela e o Diagnóstico Fatal

Gabriela Záfara faleceu na madrugada de 16 de maio de 2014, após ser atendida em três unidades de saúde no mesmo dia, recebendo quatro diagnósticos distintos: caxumba, torcicolo, intoxicação alimentar e virose. A jovem sofreu uma parada cardíaca na UPA da Avenida 13 de Maio. O laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) apontou meningococcemia, uma infecção generalizada causada pela mesma bactéria da meningite, como a causa da morte.

Posicionamento da Prefeitura e Próximos Passos

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou o recebimento do relatório parcial e que a prefeita Darci Vera entrou em contato com a mãe de Gabriela após analisá-lo. A prefeita questionou diversos pontos do relatório que necessitam de esclarecimentos adicionais para garantir total transparência. O documento foi encaminhado ao secretário municipal de saúde para complementação. A versão final será entregue à família, ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para as devidas providências.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) considera precipitado divulgar informações do relatório antes de sua conclusão.

A administração municipal busca, com a apuração completa dos fatos, trazer luz ao caso e colaborar para que situações semelhantes sejam evitadas no futuro.

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