Representantes do Consórcio ITS são ouvidos na CPI do Semáforos
A CPI do Semáforo em Ribeirão Preto ouviu, nesta quarta-feira, representantes do consórcio ITS, responsável pela instalação dos semáforos inteligentes na cidade. O objetivo foi esclarecer o funcionamento do sistema e os desafios enfrentados.
Limitações da Banda Larga
Durante a sessão na Câmara Municipal, Yuton Luis Faria, representante do consórcio, e Luiz Carlos Matias, engenheiro responsável, explicaram que o sistema opera com banda larga, mas enfrenta limitações devido à falta de fibra óptica. Atualmente, o sistema utiliza internet 3G, o que impede o pleno funcionamento de algumas funcionalidades, como a transmissão de imagens das câmeras de monitoramento.
Segundo o engenheiro Matias, o sistema possui controladores que possibilitam a onda verde, mas o acesso direto a esses controladores a partir do centro de controle da RPMob não é possível na configuração atual. Ele também esclareceu que o edital original previa a inteligência no controlador, e futuras fases do projeto poderiam implementar outras funcionalidades.
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Etapas e Custos do Projeto
O projeto de semáforos inteligentes foi dividido em três etapas, com um custo total estimado em R$ 120 milhões. No entanto, apenas a primeira etapa, no valor de R$ 20 milhões, foi iniciada na gestão anterior. A segunda etapa, orçada em R$ 35 milhões, foi cancelada pela atual gestão, e a terceira nem chegou a ser licitada.
Entrega do Contrato e Próximos Passos
Apesar das limitações, o representante do consórcio, Yuton Luis Faria, afirmou que o que estava previsto em contrato foi entregue, com exceção dos serviços nas avenidas Thomas Alberto Whately e Recife, que estão pendentes devido a problemas de obstrução de dutos. Faria ressaltou que a fibra óptica representa 10% do contrato e que o escopo do ITS-1 está sendo atendido, apesar dos atrasos causados por dificuldades na obra civil.
O presidente da CPI, Isaac Antunes, informou que as próximas audiências devem incluir acareações, com o objetivo de confrontar informações do projeto executivo, do ex-secretário de Obras e do consórcio ITS. A investigação busca esclarecer se o projeto executivo original apresentava falhas, como a metragem insuficiente de cabeamento de fibra óptica para conectar o sistema ao CCO.
A CPI continua a acompanhar o caso, buscando entender os desafios e o impacto dos investimentos realizados no trânsito da cidade.



