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Resultado do PIB do segundo trimestre deve ser negativo

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
Resultado do PIB
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Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto

Amanhã será divulgado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre, com a probabilidade de apresentar um valor negativo. O economista Nelson Rocha Augusto analisa as possíveis causas e consequências desse cenário.

Desempenho do PIB no Segundo Trimestre

De fato, a produção de bens e serviços no segundo trimestre de 2014 foi notavelmente baixa, refletindo-se no PIB a ser divulgado pelo IBGE. A expectativa é de uma queda em relação ao primeiro trimestre, em torno de 0,3%. Esse resultado é atribuído a diversos fatores, como as expectativas econômicas desfavoráveis, as férias coletivas em setores industriais e os feriados relacionados à Copa do Mundo.

Impacto da Inflação e Taxa de Juros

A economia brasileira enfrentava, naquele período, uma inflação elevada, o que levou o Banco Central a aumentar a taxa de juros para conter o aumento generalizado dos preços. Essa medida, inevitavelmente, resultou em um arrefecimento da atividade econômica, contribuindo para o PIB negativo. No entanto, essa retração não é vista como uma recessão, mas sim como uma desaceleração temporária.

Perspectivas para o Futuro

Apesar do cenário desafiador, há sinais de recuperação da atividade econômica desde o início de atrássto. A sazonalidade positiva, a atualização da taxa de juros, a redução da taxa de câmbio e a melhora nas expectativas indicam uma possível retomada nos próximos meses. Com isso, espera-se fechar o ano de forma positiva, afastando o risco de uma recessão.

Estagflação: Realidade ou Sensacionalismo?

O termo “estagflação”, que combina alta inflação e estagnação econômica, é frequentemente utilizado de forma sensacionalista. Embora a inflação brasileira ainda seja elevada para os padrões internacionais e o crescimento econômico seja modesto, o país tem potencial para um desempenho melhor. As reformas tributária e previdenciária são cruciais para restaurar a confiança e impulsionar um novo ciclo de crescimento.

A eleição, com a renovação do governo federal, da Câmara dos Deputados, de parte do Senado e dos governos estaduais, cria as condições para avançar nessas reformas e, consequentemente, para um crescimento mais robusto no próximo ano.

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