Segundo dados do Caged, juntas as cidades criaram mais de 6500 postos de trabalho; destaque negativo fica para Sertãozinho
Segundo especialistas, o aumento nas contratações indica uma recuperação econômica. Em São Paulo, Ribeirão Preto e Franca lideraram a geração de empregos em janeiro e fevereiro, registrando os melhores resultados dos últimos três anos.
Ribeirão Preto: Crescimento em diversos setores
Ribeirão Preto abriu 1.855 postos de trabalho, quase seis vezes mais que no mesmo período de 2017. O setor de serviços foi o destaque, com 1.396 vagas, seguido pela indústria (455) e construção civil (197). Apesar de um saldo negativo no comércio (-23,3 vagas), houve recuperação em relação a 2017.
Franca: Indústria impulsiona geração de empregos
Franca gerou 4.739 vagas, um aumento de 25% em comparação com os dois primeiros meses de 2017. A indústria foi o principal motor, com 3.574 vagas abertas. O setor de serviços contribuiu com 1.074 vagas, enquanto a construção civil registrou apenas 85 contratações.
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Cenário regional e perspectivas futuras
O professor Edgarmon Forte Merlo destaca que a região superou outras cidades paulistas e do país na geração de empregos, impulsionada pela agricultura e pela estabilização da economia. A recuperação, embora positiva, deve ser gradual. A atração de capital será fundamental para acelerar o crescimento. Em cidades como Sertãozinho, apesar do saldo positivo (1.166 vagas), houve queda significativa em relação ao ano anterior.
Os dados demonstram uma recuperação gradual do mercado de trabalho na região, com destaque para Ribeirão Preto e Franca. A influência da agricultura, a estabilização econômica e as contratações sazonais contribuíram para os resultados positivos, embora a construção civil ainda apresente recuperação mais lenta. A perspectiva é de crescimento contínuo, porém gradual, dependendo de fatores como a atração de investimentos.



