Ribeirão Preto começou a ampliar o uso da laserterapia de baixa intensidade para tratar lesões mamárias em mulheres que estão amamentando. Na coluna Com Ciência, Lilian Pimenta Nogueira, presidente do Comitê Municipal de Aleitamento Materno, explica que a técnica pode reduzir a dor, diminuir a inflamação e acelerar a cicatrização dos tecidos. O recurso é utilizado como complemento ao acompanhamento profissional já oferecido pela rede municipal de saúde.
Segundo Lilian, 35 profissionais de enfermagem foram capacitados para utilizar os equipamentos. O atendimento começou com um projeto-piloto na UBS Parque Ribeirão e foi expandido para outras oito unidades, com a previsão de chegar a 21 postos até o fim do ano. As mulheres que apresentam dor ou lesões durante a amamentação devem procurar a unidade de saúde de referência para uma avaliação clínica. A indicação da laserterapia ocorre conforme a necessidade identificada pelo profissional habilitado.
A presidente do Comitê Municipal de Aleitamento Materno ressalta que o laser não substitui o acompanhamento especializado e que a dor persistente ou feridas nos mamilos não devem ser consideradas normais. Ela também destaca a importância de buscar orientação ainda durante a gestação e de contar com apoio profissional para superar as dificuldades da amamentação. Ouça o áudio completo da coluna Com Ciência.