A Prefeitura de Ribeirão Preto instituiu uma comissão gestora para coordenar o processo de revitalização da região central. O grupo será responsável por articular ações para recuperar espaços públicos, estimular investimentos e atrair moradores e visitantes de volta ao centro da cidade. A iniciativa foi apresentada pelo secretário da Casa Civil e vice-prefeito, Alessandro Maraca.
Entre as medidas previstas está o investimento de R$ 4 milhões na reforma de cinco praças da região central, além de intervenções em prédios históricos, incentivo à habitação e estímulo ao comércio. A administração municipal também pretende ampliar a participação da população no planejamento, com reuniões abertas e espaços para escuta pública.
Segundo Maraca, a proposta considera experiências de revitalização realizadas em outras cidades, como São Paulo e Santos. O objetivo é recuperar a estrutura urbana e, ao mesmo tempo, melhorar a segurança, incentivar a circulação de pessoas e criar condições para que moradores e comerciantes voltem a investir na região.
Reforma de praças
A prefeitura prevê destinar R$ 4 milhões à recuperação de cinco praças do centro de Ribeirão Preto. A Praça Luís de Camões será contemplada por uma parceria com o Sesc, responsável pela modernização e recuperação do espaço. As demais intervenções deverão ser realizadas com recursos municipais e contrapartidas que estão em planejamento.
Outro projeto mencionado pelo vice-prefeito é a conclusão do restauro do Palácio Rio Branco, que permanece fechado durante as obras. Segundo Maraca, foi necessário modificar o projeto original, que previa a instalação de um elevador externo, mas não contemplava a ligação do equipamento com o prédio. A prefeitura pretende apresentar um cronograma para a conclusão e a entrega da obra.
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A proposta de revitalização também inclui a reurbanização de áreas do centro e o incentivo ao retrofit, modalidade de reforma e modernização de edificações existentes. A administração municipal pretende utilizar mecanismos de financiamento para estimular intervenções em imóveis e contribuir para a recuperação da região.
Moradia e comércio
Entre as medidas em discussão está a instalação de parklets, estruturas que ocupam vagas de estacionamento para ampliar o espaço de convivência de bares e estabelecimentos comerciais. Uma consulta pública sobre a implantação foi aberta pela prefeitura e, conforme informado na entrevista, o prazo para participação terminava naquele dia.
Maraca ressaltou que a instalação dos parklets deverá considerar as limitações de estacionamento no centro. A proposta é utilizar esses espaços em locais onde houver viabilidade, incentivando a permanência de pessoas e a convivência na região.
O plano também prevê estimular a habitação de interesse social e fortalecer o comércio central. A prefeitura ainda pretende retomar a discussão sobre a instalação de serviços públicos na região, incluindo a possibilidade de um centro administrativo municipal e a transferência do Poupatempo para o centro, medida que, segundo o vice-prefeito, deverá ser anunciada pelo prefeito.
Participação
A comissão gestora terá representantes de instituições que atuam na região central, além de moradores e proprietários de imóveis. Entre as entidades citadas por Maraca estão a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto e Região (CCOVARP), o SindosC e a EARP, além do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPAC), que terá participação relacionada à recuperação de imóveis históricos.
A população também poderá contribuir com o processo por meio de reuniões abertas e espaços de escuta pública. Segundo o vice-prefeito, a intenção é permitir que pessoas interessadas na recuperação do centro apresentem ideias e participem das discussões sobre as intervenções.
Outro eixo do plano envolve o atendimento a pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Maraca afirmou que a prefeitura pretende buscar alternativas sociais, incluindo a oferta de vagas em clínicas para pessoas que desejarem tratamento. A proposta é combinar as intervenções urbanas com ações de assistência, diante dos desafios enfrentados em áreas como a Praça Schmidt.



