Meta do Plano de Mobilidade Urbana da cidade é zerar o número de óbitos no município até 2026
Ribeirão Preto enfrenta desafios significativos em sua mobilidade urbana, com acidentes de trânsito representando um problema de saúde pública. Dados de 2019 apontam um índice de 25 mortes para cada 100 mil habitantes, superior à média mundial e muito acima da taxa de excelência (abaixo de 5 por 100 mil habitantes).
Acidentes e suas Consequências
O alto número de acidentes impacta diretamente a vida dos ribeirão-pretanos. Em 2019, a cidade registrou 828 ocorrências, ocupando a 5ª posição no estado de São Paulo. A esteticista Silvia Donadel, vítima de um acidente na Avenida Itatiaia, exemplifica os impactos dessa realidade. A meta da administração municipal é zerar as mortes no trânsito até 2026, o que exigirá melhorias na sinalização, fiscalização e infraestrutura, além de mudanças comportamentais.
Desafios e Soluções
Segundo o engenheiro Fernando Velásquez, consultor de Engenharia de Tráfego e Mobilidade Urbana, 70% dos problemas urbanos apontados pela população estão relacionados ao trânsito. A alta densidade de veículos (três carros para cada quatro moradores, em 2020, segundo a Transapp), muito acima da média nacional, contribui para o problema. Velásquez destaca a necessidade de uma mudança cultural, com incentivo a outros meios de transporte e melhor integração entre diferentes regiões da cidade, principalmente na zona sul, onde a infraestrutura para transporte público é deficiente.
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Perspectivas Futuras
Atualmente, Ribeirão Preto investe em obras para melhorar o fluxo de veículos. No entanto, a eficácia dessas intervenções na melhoria da mobilidade urbana ainda precisa ser avaliada. A cidade precisa avançar em soluções integradas que contemplem a infraestrutura, a conscientização e a mudança de hábitos da população para alcançar a meta de zerar as mortes no trânsito até 2026.