Energia elétrica, combustíveis e transporte urbano foram os itens que ficaram mais caros ao longo do ano
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de dezembro confirmou a tendência de alta observada ao longo de 2015, acumulando uma inflação de 7,5% no ano. Dados divulgados pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acir) apontam elevações em diversos setores, como alimentação, habitação, transporte, despesas pessoais e saúde.
Impacto das Chuvas e Aumento nos Alimentos
Segundo o economista Fred Guimarães, as intensas chuvas de dezembro anteciparam o aumento de preços em alguns alimentos, impulsionando a inflação. “As chuvas vieram com força e anteciparam a alta nos preços de alimentos. Por isso, a inflação de dezembro foi bem acima do que imaginávamos”, explicou Guimarães. Ele também mencionou que a alta de preços nos combustíveis e outros serviços essenciais também contribuíram para o aumento da inflação.
Perspectivas para Janeiro e Além
Ainda de acordo com o economista, a expectativa é de que janeiro também apresente custos elevados. A alta do preço dos alimentos deve continuar, e o setor de educação também deve ter um aumento compatível com o do ano passado. Além disso, o aumento do IPTU e do IPI para bebidas quentes, eletroeletrônicos, embalagens, equipamentos e componentes para celulares também devem impactar a inflação nos próximos meses.
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Incertezas e o Cenário Econômico
Guimarães ressalta que a incerteza do governo em relação a reajustes e fatores do cenário político contribuem para a instabilidade econômica. “Pode ser que a inflação caia, mas pode ser que não caia também, porque vivemos nesse panorama de incerteza muito grande”, afirmou. Ele enfatiza a dificuldade de prever uma redução da inflação devido à falta de um arcabouço teórico e de leis que garantam a continuidade e o que vai acontecer no médio e longo prazo.
Os dados do IPC de dezembro mostram variações positivas em todos os grupos analisados: alimentação (0,79%), habitação (0,69%), transporte (0,45%), despesas pessoais (0,45%) e saúde (0,06%).
Diante desse cenário, o consumidor deve se preparar para um início de ano com custos elevados e acompanhar de perto as decisões governamentais que podem impactar a economia.



