No acumulado de 2016, cidade já encerrou 1598 vagas, segundo Ministério do Trabalho
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam um cenário ainda desafiador para o mercado de trabalho em Ribeirão Preto. Junho registrou um saldo negativo de 679 postos de trabalho, seguindo a tendência de maio, que já havia apresentado 285 demissões.
Análise Econômica e Perspectivas
O economista José Rita Moreira pondera que, apesar dos números desfavoráveis, há uma ligeira melhora em comparação com o ano anterior, quando foram perdidas 1.054 vagas no mesmo período. No entanto, ele adota uma postura cautelosa, enfatizando as dificuldades econômicas enfrentadas pela população, como endividamento e juros altos, que impactam negativamente a geração de empregos. No acumulado de janeiro a junho, Ribeirão Preto perdeu 1.598 vagas, um pouco menos que as 1.734 do ano passado.
Setores em Crise e Oportunidades
O setor de serviços foi o mais afetado em junho, com o fechamento de 379 vagas. O comércio lidera as perdas no acumulado do ano, com 1.254 postos a menos. Segundo o economista, a dificuldade no acesso ao crédito tem prejudicado o setor comercial, já que a inadimplência crescente torna as instituições financeiras mais seletivas na concessão de crédito.
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Agropecuária: Um Refúgio em Meio à Crise
Em contrapartida, o setor da agropecuária se destaca como o único com desempenho positivo, gerando 11 vagas no mês e no ano. O especialista em agronegócios José Carlos de Lima Júnior, colunista da CBN, atribui esse resultado à força de culturas como a cana-de-açúcar e a laranja, que impulsionam a demanda por mão de obra na região.
O cenário de Ribeirão Preto reflete a situação nacional, com o fechamento de 91.032 vagas formais em junho, embora com uma melhora em relação a junho de 2015. A expectativa é de uma retomada gradual no segundo semestre, impulsionada por medidas governamentais e pela estabilização do dólar.



