Comércio e serviços foram os setores com mais demissões, segundo boletim do Caged
O cenário econômico desafiador persiste, impactando Ribeirão Preto e região, que sofrem com a recessão nacional. Dados recentes revelam um quadro preocupante, mas com nuances que apontam para possíveis recuperações no futuro.
Queda no PIB e Impacto no Emprego
A expectativa de queda de 5% no PIB deste ano para Ribeirão Preto e região administrativa reflete a retração na movimentação financeira. Essa situação compromete o faturamento do comércio, impacta a produção industrial e dificulta a manutenção de empregos. Os dados do Caged divulgados recentemente confirmam essa tendência, indicando que Ribeirão Preto perdeu 329 vagas no último mês, apresentando o pior índice entre as quatro maiores cidades da região.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o município contratou 7.250 pessoas em abril, mas demitiu 7.558. Embora o déficit seja menor em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram fechadas 395 vagas, a soma dos meses desde janeiro revela a perda de 638 empregos.
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Setores em Destaque e Perspectivas
O economista José Rita Moreira aponta que Ribeirão Preto e região têm respondido à turbulência política com incertezas. Nem mesmo eventos tradicionais como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados têm sido suficientes para reverter os danos. No entanto, ele vislumbra uma possível retomada no segundo semestre, com sinais mais positivos a partir de julho.
Enquanto o comércio e serviços registraram perdas significativas (296 e 137 vagas fechadas, respectivamente), a construção civil se destacou com a abertura de 122 postos de trabalho. O agronegócio também contribuiu para amenizar o impacto negativo, impulsionado pela Agrishow em Ribeirão Preto, que serviu como termômetro para as expectativas futuras. A oferta de linhas de crédito para o agronegócio gerou entusiasmo e incentivou investimentos.
Desempenho Regional e Alternativas
O desempenho de Ribeirão Preto foi o mais fraco entre as quatro maiores cidades da região. Sertãozinho também fechou o mês com saldo negativo de 114 vagas, enquanto Jaboticabal apresentou um saldo positivo de 149 vagas, impulsionado pelos setores de serviços, construção civil e administração pública. Franca se destacou com a criação de 671 vagas, impulsionada pela indústria de calçados.
É importante notar que o fechamento de postos de trabalho não significa que as pessoas estão paradas. Muitos buscam alternativas no trabalho informal ou em outras atividades para gerar renda. A iniciativa e a busca por soluções são fundamentais neste momento de desafios.
Apesar dos desafios, a busca por alternativas e sinais de recuperação em alguns setores oferecem uma perspectiva cautelosamente otimista para o futuro.



