A região de Ribeirão Preto lidera a geração de energia solar no estado de São Paulo, com destaque para o crescimento no setor residencial. A potência instalada já chega a cerca de 112,43 megawatts, superando inclusive a capital paulista e consolidando o município como o principal polo fotovoltaico do interior.
O avanço reflete uma combinação de fatores, como a alta incidência solar e o custo elevado da energia elétrica, que têm incentivado moradores e empresas a investir em sistemas próprios de geração. O número de unidades residenciais com energia fotovoltaica saltou de 14.717 para 18.763 em um ano, indicando crescimento próximo de 30%.
O desempenho de Ribeirão Preto coloca a cidade à frente de grandes centros, incluindo a capital paulista, que possui cerca de 107 megawatts instalados. O resultado evidencia o protagonismo do interior no avanço das soluções energéticas sustentáveis, impulsionado por condições climáticas favoráveis e pela busca por economia.
Além disso, a região tem se destacado também pela qualidade dos serviços prestados no setor. A presença de empresas e profissionais especializados contribui para a expansão mais consistente da tecnologia, ao contrário de outras regiões que enfrentaram dificuldades com prestadores e atrasos no desenvolvimento.
Crescimento residencial
O crescimento da energia solar residencial tem sido impulsionado não apenas pela necessidade de reduzir custos, mas também pelas facilidades de financiamento. Instituições financeiras e iniciativas privadas têm ampliado o acesso a linhas de crédito, tornando o investimento mais viável para a população.
Leia também
- Crescimento e investimentos em Ribeirão Preto: Mutiplan anuncia novo capítulo de crescimento e investimento em Ribeirão Preto
- Geração z e comportamento nas redes: Likes & Luto: quando a Geração Z transforma o feed em cenário de violência familiar
- Desafios e habilidades da geração z: Quais os motivos que tornam a geração Z mais difícil de liderar nas empresas?
A tendência é de continuidade dessa expansão nos próximos anos, especialmente diante da possibilidade de bandeiras tarifárias mais elevadas. A expectativa do setor é de que o ritmo de crescimento supere os índices recentes, alcançando também os segmentos comercial e industrial.
Economia e manutenção
A redução no custo dos sistemas fotovoltaicos tem sido um dos principais fatores de adesão. Um conjunto residencial que custava cerca de R$ 20 mil em 2022 hoje pode ser instalado por aproximadamente R$ 13,2 mil, o que diminui o tempo de retorno do investimento de cinco anos e meio para cerca de três anos e meio.
Apesar das vantagens, a manutenção é essencial para garantir a eficiência do sistema. Além de revisões técnicas anuais, a limpeza periódica das placas é necessária para evitar perda de desempenho causada por poeira e sujeira. A falta de cuidados pode impactar diretamente na geração de energia e, consequentemente, na economia obtida.
Outro ponto relevante é o benefício ambiental. A geração própria de energia reduz a dependência de fontes tradicionais, como as hidrelétricas, que possuem impactos significativos. A adoção da energia solar é vista como uma alternativa sustentável diante do aumento do consumo energético e dos desafios ambientais.



