O crescimento de Ribeirão Preto e o aumento da demanda por deslocamentos têm ampliado os desafios da mobilidade urbana. Para discutir alternativas aos congestionamentos e preparar a cidade para a expansão dos próximos anos, a Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação se reuniu com a RP Mobi, responsável pela mobilidade e pelo trânsito no município.
Segundo o secretário Cláudio Almeida, o objetivo é compartilhar informações sobre loteamentos, condomínios e novos bairros em aprovação para que os órgãos municipais possam antecipar as necessidades de infraestrutura e transporte coletivo. O planejamento considera não apenas os problemas atuais, mas também as mudanças previstas para os próximos cinco a dez anos.
Entre os pontos de atenção estão os acessos à zona sul e a Bonfim Paulista, o crescimento da região norte e o fluxo de veículos na Rodovia Anhanguera e nas vias marginais. A prefeitura também pretende ampliar o diálogo com concessionárias e com o governo estadual para acelerar projetos e buscar alternativas de circulação.
Expansão urbana
De acordo com Cláudio Almeida, a expansão de Ribeirão Preto exige planejamento integrado entre as secretarias municipais. A intenção é antecipar os impactos dos novos empreendimentos e avaliar as condições para atender à população, incluindo o abastecimento de água e a oferta de transporte urbano.
O secretário afirmou que a cidade cresce em diferentes direções, com novos loteamentos nas zonas sul, norte e leste. Por isso, as informações sobre os bairros em aprovação são compartilhadas com a RP Mobi, que poderá se preparar para as futuras demandas de deslocamento.
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A preocupação também envolve a capacidade de circulação nos próximos anos. Para Almeida, além de buscar soluções para os gargalos existentes, é necessário evitar que o avanço da urbanização agrave ainda mais os congestionamentos.
Gargalos viários
Um dos principais desafios apontados pelo secretário é o deslocamento entre Ribeirão Preto e Bonfim Paulista, região que registra crescimento populacional. Entre os pontos de atenção estão vias como a Avenida Professor João Fiúsa e os acessos à zona sul. A prefeitura busca alternativas para atender ao aumento do fluxo de veículos.
A região norte também está no planejamento, assim como o corredor Leste-Oeste e outros projetos viários ligados a novos empreendimentos. Segundo Almeida, os projetos precisam considerar tanto os deslocamentos dentro do município quanto o trânsito de veículos que atravessam Ribeirão Preto para chegar a outras cidades.
Outro ponto destacado é a Rodovia Anhanguera, que, conforme o secretário, praticamente se tornou uma avenida da cidade. Ele informou que existe um projeto de duplicação de um trecho de aproximadamente 14 quilômetros, com previsão de início das obras no final do ano seguinte, segundo as informações apresentadas durante a entrevista.
Projetos e parcerias
A prefeitura também busca articulação com as concessionárias responsáveis pelas rodovias e vias da região. Almeida afirmou que esteve em reuniões com o SAERP, a RP Mobi e a concessionária Arteris, além de mencionar uma conversa prevista com a ViaPaulista para discutir os gargalos existentes.
O secretário também informou que o prefeito Ricardo Silva pretende conversar com o governador para apresentar projetos de maior abrangência. A proposta é encontrar alternativas para o tráfego de veículos que vêm de São Paulo em direção a Sertãozinho, além de criar opções de acesso para moradores da região de Bonfim Paulista e da zona norte.
Almeida destacou que a solução depende da atuação conjunta do município, das concessionárias e do governo estadual. Segundo ele, Bonfim Paulista tem cerca de 37 mil habitantes, e a projeção da Secretaria de Planejamento é de que a população do distrito possa triplicar ou quadruplicar em dez anos. Por isso, o secretário defende acelerar os projetos para acompanhar o crescimento urbano.



