Ao todo, no estado de São Paulo foram 504.766 novos registros neste período; economista, Fred Nazar, analisa levantamento
O estado de São Paulo registrou a abertura de 504.776 novas empresas entre maio de 2024 e abril de 2025, segundo levantamento da Fundação SEADE com base em dados do CNPJ da Receita Federal. Na região de Ribeirão Preto, foram abertas 14.221 novas empresas no mesmo período.
O setor de serviços representa quase 70% das atividades formalizadas no estado, seguido por comércio, construção civil, indústria e agropecuária. Além disso, mais de 850 mil microempreendedores individuais (MEIs) foram formalizados em São Paulo, sendo 26 mil na região de Ribeirão Preto.
Pontos-chave
- O crescimento na abertura de empresas reflete tanto o aumento do empreendedorismo quanto uma possível migração do trabalho formal para atividades autônomas, visando complementar a renda familiar.
- Ribeirão Preto destaca-se como um polo econômico importante, com setores agropecuário, industrial, varejista e de serviços robustos, favorecendo o surgimento de novos negócios.
- A cultura do trabalho no Brasil tem mudado, com muitos trabalhadores optando por abrir MEIs para prestar serviços ou atuar no varejo online, buscando maior autonomia e potencial de renda.
- Para prosperar, os novos empresários devem focar na gestão eficiente de custos e finanças, especialmente em um cenário de juros altos e crédito limitado, que dificultam investimentos e crescimento.
Entenda melhor
Segundo o economista Fred Nazar, o aumento na abertura de empresas é uma combinação de fatores econômicos e estruturais. Ele destaca que, apesar das dificuldades econômicas e da inflação que afeta o poder de compra, o empreendedorismo surge como uma alternativa para geração de renda. Nazar ressalta também que o MEI é uma ferramenta importante para formalizar pequenos negócios, permitindo até a contratação de um funcionário, e que o ambiente político e econômico atual influencia diretamente as perspectivas de crescimento.
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“Hoje, se você for analisar friamente para o funcionário, é mais vantajoso ele criar um MEI e partir para uma prestação de serviços ou até mesmo para um varejo online do que ele ficar propriamente preso dentro de uma determinada empresa ganhando aquele salário fixo todo mês.”
O economista ainda observa que a alta taxa de juros encarece o crédito, inibindo investimentos, produção, renda e consumo, o que impacta negativamente o crescimento das empresas. Apesar disso, ele mantém uma visão otimista para o futuro, ressaltando a importância de políticas que favoreçam o desenvolvimento econômico e social, principalmente para as camadas de menor renda.



