Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Sandra Lambert
Um caso de febre chikungunya foi confirmado pelo laboratório de virologia da Faculdade de Medicina da USP, em meio a casos suspeitos. Apesar do diagnóstico positivo, as amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, conforme explicou a chefe da divisão epidemiológica, Ana Lúcia Castro e Silva.
Origem dos Casos
Os três casos investigados surgiram no início de fevereiro. Dois deles envolvem pacientes que viajaram para a Bahia, região com alta transmissão da doença. O terceiro caso é de uma paciente de Ribeirão Preto que não viajou, mas apresenta um quadro clínico significativo de dor articular. Embora a chikungunya seja menos provável neste caso, a investigação continua, pois, até o momento, todos os casos confirmados no estado de São Paulo são de pessoas que estiveram em áreas de transmissão. O Instituto Adolfo Lutz é o laboratório de referência para o diagnóstico da doença.
Tratamento e Diferenças entre Dengue e Chikungunya
Não existe um tratamento específico para a chikungunya, como antibióticos para bactérias. O tratamento é focado no alívio dos sintomas, realizado ambulatorialmente. A dengue, por sua vez, pode evoluir para quadros de hemorragia com mais frequência, tornando-se potencialmente mais grave. No entanto, a chikungunya se destaca pela dor articular intensa, que pode se tornar crônica.
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Preparação e Atenção em Ribeirão Preto
As equipes de saúde de Ribeirão Preto estão preparadas para identificar casos suspeitos de chikungunya e diferenciá-los da dengue. Treinamentos e alertas foram realizados nas unidades de saúde. É crucial considerar o histórico de viagens do paciente, especialmente para áreas com transmissão da doença. Os profissionais de saúde estão atentos aos sintomas relatados pelos pacientes, como dores nos punhos, tornozelos e joelhos, que são indicativos da chikungunya.
A atenção da população é fundamental na eliminação de criadouros do mosquito. Ao apresentar sintomas, procure uma unidade de saúde.



