Ribeirão Preto atingiu 734 mil habitantes neste ano, segundo o IBGE, mantendo praticamente estabilidade em relação ao ano passado. Considerando também a população flutuante de municípios vizinhos, o número de pessoas que circulam diariamente pela cidade passa de 1 milhão.
Moradores de cidades como Sertãozinho, Serrana, Dumont, Brodowski, Cravinhos e Jardinópolis se deslocam para Ribeirão Preto em busca de empregos, serviços de saúde, comércio, cultura e educação. Para especialistas, essa movimentação precisa ser considerada no planejamento da cidade.
Impacto no trânsito
A população flutuante aumenta principalmente a demanda sobre o trânsito. O urbanista Marcos Castro afirma que é necessário pensar a região de forma integrada, com investimentos em estradas, ruas e avenidas e ações para melhorar o deslocamento entre os municípios.
Entre as medidas apontadas pelo especialista estão o fortalecimento do transporte intermunicipal e iniciativas para melhorar o trânsito entre as cidades. Segundo ele, o aumento do fluxo também deixa o centro de Ribeirão Preto mais ocupado e exige planejamento dos eixos de circulação.
A operadora de caixa Lara Pereira Nascimento é um exemplo de quem opta por morar em outra cidade e viajar diariamente para Ribeirão Preto. Moradora de Serrana, ela trabalha em uma loja de doces e afirma que a distância não é um problema, principalmente porque o marido trabalha em uma usina na cidade onde vivem e ela também tem parentes no município.
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Serviços de saúde
A influência regional também aparece na área da saúde. O Hospital das Clínicas e a Santa Casa de Ribeirão Preto recebem pacientes de diferentes cidades, aumentando a demanda sobre as estruturas existentes.
Para Marcos Castro, o crescimento populacional é positivo e necessário, mas precisa ser acompanhado de planejamento. Sem coordenação, segundo o urbanista, a cidade pode enfrentar dificuldades para continuar crescendo e atender às necessidades da população.



