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Ribeirão registra inflação pelo 15° mês seguido

Setores que mais contribuíram para a alta de março foram despesas pessoais, alimentação e educação
inflação Ribeirão Preto
Setores que mais contribuíram para a alta de março foram despesas pessoais, alimentação e educação

Setores que mais contribuíram para a alta de março foram despesas pessoais, alimentação e educação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março, divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, confirmou a tendência observada nos últimos 14 meses. Os dados apontam para elevações em alguns produtos dos setores de alimentação, despesas pessoais e educação.

Impacto nos Setores

O resultado de março foi de 0,37%, ligeiramente acima do registrado em fevereiro, mas significativamente inferior ao índice de mais de 1% verificado no mesmo período do ano anterior. Segundo o economista Fred Guimarães, da Sirpe, a tendência é de moderação nos preços, considerando a queda no poder de compra da população de Ribeirão Preto.

Análise do Economista

Guimarães destaca que, embora os consumidores ainda enfrentem preços elevados, especialmente nos supermercados, há uma crescente probabilidade de que os valores se tornem mais moderados e até mesmo comecem a diminuir. Essa tendência é impulsionada pela fraqueza na demanda do consumidor, que exerce pressão para a redução dos preços. Os itens que mais influenciaram o índice foram cigarro e conta de telefone, mas os alimentos também tiveram um impacto significativo, com alta de 1,15%, destacando-se o leite e a mamão. Por outro lado, houve quedas nos preços da energia elétrica e das passagens aéreas.

Cenário Econômico e Perspectivas

O economista ressalta que o cenário atual do mercado não favorece aumentos substanciais de preços, devido à crise político-econômica, à queda do investimento e à perda de vagas de emprego. A alta taxa de juros também dificulta o acesso ao crédito, limitando o consumo. A expectativa é de que a inflação continue a ceder, influenciada pela própria expectativa dos investidores e pela possível queda nos juros nos próximos meses.

No IPC de março, o grupo de despesas pessoais apresentou variação de 3,45%, alimentação 1,15% e educação 0,02%.

O panorama inflacionário, portanto, aponta para um período de ajustes e moderação, com a demanda do consumidor exercendo um papel crucial na contenção dos preços.

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